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VISÕES TELENOVELESCAS



					    
No ‘capítulo’, “O Tio do Gatão”, homem mais idoso, cabelos em forte tom de cinza... “quando está sozinho, Antero relaxa, coloca o pijama, o chinelo e vai assistir sua novela: Chega uma hora que a idade pesa (ELE diz).” Não, ainda estou na fase do Gatão, há quem diga do Lobo. Pode ser. Crise de solidão? Não sei. Acontece aos sábados. Vou: é estrada pra lá; volto, é estrada pra cá. Chego em casa. Até que enfim! Diz-se que quando o gato sai (EU), os ratos /ou as ratas?/ fazem a festa (quem?) - casa vazia. Tênis e meias a metros de distância. Tiro jaqueta, camisa, jogo numa cadeira... o resto... e às vezes não sobra nada. Ligo a tevê, final do programa misto de variedades com assistência social, deito no sofá, minha cabeça já um tanto tumultuada, casa ou carro ‘antes’ da reforma... e depois da reforma... embolo as imagens: “Ué, cadê a beleza anterior? Ou é ao contrário, consertaram e embelezaram agora?” Começa a novela. Aí, campainha, telefone fixo, celular... Todas ELAS me chamando ao mesmo tempo. Chegam duas, três, quatro, entreolham-se raivosas-contidas. Uma beija, outra abraça, rostos conhecidos das revistas de televisão (EU não compro: oferta gratuita dentro dos jornais de domingo... empilho num canto da estante, na sala) - acariciam meu rosto (continuo deitado como num harém), oferecem sorvete, pudim, limpam meus lábios às vezes até mesmo com uma ponta do vestido. Acordo súbito. Telefone fixo “aos berros”! Todas desapareceram. Não sobrou nenhuma para colaborar. EU mesmo atendo, esnobe: “Dispenso ratinha telefonista.” “Seu Rubemar, é para saber a marca de macarrão (ou de leite) (ou de geleia de morango) que o senhor consome...” “O asilo X precisa da sua ajuda...” “Aqui é do banco.........” Se for voz feminina, tudo bem. Sou até capaz de recitar OLAVO BILAC. Se for masculina... Sou educado na fala, mas o leitor é capaz de adivinhar meus piores pensamentos nessa hora tensa? ----------------------------------------------------------------------------- FONTE (para inspiração): HQ - Cartum “Gatão de Meia-Idade”, Miguel Paiva - Jornal O GLOBO, Rio, 13/10/13. F I M
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Comentários dos leitores

As visões, isto é, os sonhos o perseguem, galã perdido no mundo, cabeça com pensamentos a mil, mas quem quer todas, não ganha nenhuma. Respeito sua vocação para gato sozinho... Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-12-2013

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