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SANDÁLIA PERSUASIVA



					    
Em época de Natal, sempre há vagas no comércio (depois descobriu não ter jeito algum para persuadir os outros...) e ELA desde outubro conseguira um emprego. Dezessete anos e meio. Avisou que não tinha jeito para fazer embrulhos, mas deram-lhe à revelia a função de... empacotadora. Não a sacolinha plástica de tempos modernos: era embrulhar tecidos moles em papel idem e amarrar em duas direções com barbante. Meses de tentativas, caía tudo no chão da loja, as outras duas garotas refaziam com perfeição. Um salariozinho, ó, mas para começar, ‘s e r v i a’... Fila para o ônibus (morava no ponto inicial, sempre sentada), marmita invejável, carteira assinada para futura aposentadoria: “...quinhentas décadas no futuro...” - ELA gracejava. Pulo no tempo. Carnaval, prima quase gêmea (ELA dez horas mais velha) apareceu na loja. Pequeno grupo familiar, sob comando de não-sei- quem-não-sei-onde (narrador não sabe, as DUAS é que eram íntimas desta Conceição: a “minha” Conceição é aquela da Missa do Galo!), idealizara um traje para o carnaval - uma calça comprida lilás, tom quase roxo, camisa de malha grossa listada em lilás e branco, um chapéu plástico chamado ‘pescador’ (?) e sandália cor-de-rosa. “Cor-de-rosa???” Sim, cor aparentada com lilás. Seis mulheres, na verdade, pseudo grupo, visto que não se veriam juntas todas prontas, residiam em bairros diferentes, não iriam aos mesmos clubes... Apenas Conceição iria ver minha AMIGA e a prima. Salário curto, de repente comprar tudo isso, loja perto do emprego, tinha sandália azul clara... e a prima também. Em casa, a benfazeja avó ofereceu o dinheiro como empréstimo (projetou e pagou em três “prestações”, fielzinha, a cada dia 30). E a idealizada sandália rosa? Claro que era a mais indicada. Mas quem não tem cão, caça (ratinha?) com gato, conseguiram convencer a chefona Conceição que ELAS estavam certas e as outras erradas. Dizem que foi um Deus-nos-acuda pois agora, as outras comunicadas por telefone, não tinham mais dinheiro para sandália... azul. E as DUAS foram triunfantes brincar o carnaval, felizes da vida. ---------------------------------------------------------------------------- NOTA DO AUTOR: MISSA DO GALO - Conto psicológico de MACHADO DE ASSIS (1893) - adolescente de 17 anos encantadora com a esposa de seu hospedeiro. F I M
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Comentários dos leitores

Sempre digo - de onde menos se espera......... Empacotar (será?) é a célula para depois cair na literatura? Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-12-2013

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