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UMA VIAGEM PARA



					    
Honrando coligações do tempo antigo do revezamento “CAFÉ COM LEITE”, visitei amistosamente certo cidadão em Minas Gerais. Na verdade, não estávamos - como nossos antecessores - disputando uma cadeira presidencial no Palácio do Catete no Rio de Janeiro e sim... uma CARIOCA. Em questões sentimentais, não pode haver troca-troca, isto é, rodízio na disputa de troféu ou taça: é a-pe-nas UM ou OUTRO. Pois que vencesse o melhor! Foram, contadinhas uma a uma, 11 lições de “mineiridade”, digamos assim, ele querendo provar direitos perenes à primazia... Há quem diga que tal não existe, pois as populações limítrofes entre os dois Estados (fronteiras geopolíticas) não são lá muito diferentes, há típicos regionalismos locais entre a “vizinhança” mineira & paulista, cidades bastante próximas, porém a tese separatista e diferencial é se pensar não geograficamente e sim em morar sob a regência do governador X ou do governador Y. Já dá para entender. Meu carro tem placa SP, o dele MG. Num sentido geral, a MINEIRIDADE ou o PAULISTANISMO ou a CARIOQUICE estaria na sabedoria coletiva, no comportamento do grupo, nas convicções e definições, na linguagem e nas certezas, enfim, no que é comum entre o povo. Daí, ELE me explicou que: 1-“Mineiro faz bem feito”, leva seu papel a sério e usa de muita responsabilidade e autoridade. (E EU?!) / 2-“Mineiro não dá ponto sem nó” - de fato, é engenhoso, perspicaz. (Não sou mamulengo nem boneco de mola.) / 3-“Mineiro não perde trem”, justamente por ser precavido. (Adoro um avião e chego na frente.) / 4-“Mineiro dorme no chão para não cair da cama”, confirmando a precaução já mencionada. (Taí, descendente de bandeirante, EU herdei um pouco o gosto pela rede, do tempo das... moças indígenas: podemos cair juntos.) / 5-“Todo mineiro é desconfiado” e, podando o exagero (nenhuma exceção?!), senti como verdade, pois a desconfiança é irmã gêmea da prudência que, segundo o padre Antônio Vieira, grande discurseiro na Bahia, “compõe-se de ciência e experiência”. / 6-“Mineiro não briga, mas não faz as pazes” porque, perdida a confiança (após desconfiança...), “adeus!” - tolo é que se engana duas vezes, qualidade certamente que o povo m ineiro herdou do emigrante judeu, que influiu bastante na formação da cultura local, desde os primórdios. / 7-“Mineiro sabe guardar”, sejam mágoas ou bens materiais (adoto a política do não ser ciumento, porém guardar com cuidado o que me pertence). / 8-“Mineiro trabalha em silêncio”, realmente ouve mais do que fala; e quando fala, não explica ou finge que não sabe de nada, “inocentinho” como a pura branca pomba dos telhados barrocos das cidades históricas de lá... Ou seja: é cauteloso, não se compromete fácil, não conta segredo, pensa bastante, examina prós e contras antes de agir ou se definir. (Sem crítica ou autocrítica, sou um tanto calado também.) / 9-“Mineiro dá um boi para não entrar numa briga e dá uma boiada para não sair”. A partir do impossível contornar um problema em que esteja envolvido, não arreda pé, não recua nunca, segue em frente seja qual for a consequência. / 10-“Mineiro não vende a prazo nem compra dinheiro”, ou seja, é seguro, sem confundir tal predicado com avareza porque de fato ele não entra em negócio para perder nem é desperdiçado pondo fora antes de ganhar. (Caiu na asneira de acusar disto como acontecendo com frequência na vida... do povo CARIOCA! Palavra, fiquei perto de louco-furioso.) / Finalmente... 11-“Mineiro compra bonde... mas vende pr’o PAULISTA”. (Aí me ofendeu.) Explicou que quando mineiro entra numa enrascada é parcimonioso, responsável, prudente. Na minha curta vivência em poucos dias, observei um grande senso de propriedade, não cedendo fácil o que lhes pertence (ou antecipadamente já imagina possuir!); simples sem ser simplório, moderado no falar, conservador, nunca deixar o certo pelo duvidoso, raramente mudando de atividade, de barbeiro ou até mesmo de uma simples marca de ‘queijim’... Viagem proveitosa! Como disse o carioca MACHADO DE ASSIS, “Ao vencedor, as batatas!” Na atualidade, EU estou feliz, ELA está feliz. Com todas estas qualidades nele de convicto e idealista “tiradentino”, EU pergunto agora ao leitor: Qual moderno espadachim venceu a peleja??? NOTA DO AUTOR: “CAFÉ COM LEITE” - Política que visava a predominância do poder nacional por parte das oligarquias paulista e mineira, executada pela República entre 1894 e 1930, por presidentes civis do setor agrário de São Paulo (grande produtor de café) e pecuário de Minas Gerais (maior polo eleitoral do país na época e grande produtor de leite), revezando-se em mandatos de 4 anos, sem direito a reeleição. F I M
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Comentários dos leitores

Eu diria "Uma viagem para 'resolver' (?) questões de amor"... Mas, afinal, quem ganhou as batatas e a carioca bipolar? Amo café com leite pela manhã. Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-12-2013

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