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SERÁ?!



					    
Alguém disse que ELA escrevia muito bem. Na verdade, cartas íntimas a amigos espalhados pelo mundo, colaborava num jornal de assuntos femininos e resumia recortes, montando num só texto pesquisas sobre características de signos astrais, sem (não ‘cem’) erros de concordância, acentuação e pontuação. A mãe do quase reprovado logo traduziu como “professora de português”. E, longe disso, estendeu o pensamento para “...de matemática (?)” também. Nada a ver, mas....................... O rapazelho era muito bonito, cabelos escuros encacheados, caçula de irmãos já adultos, a mãe sonhara com um santo italiano, frade, traje medieval marrom, cordão branco na cintura e sandália rústica, pois é, foi o nome que recebeu, FRANCISCO DE ASSIS. Nada humilde. Arrogante, atrevido, respondão, dizia-se incompreendido por todos os professores de todas as matérias desde a primeira escola: essa era a sétima. Aprovado com nota mínima, sempre! Rebelde. Não se sentia “irmão” da Lua nem do Sol, como tentaram lhe ensinar no catecismo. Em seu padrinho, apenas aceitava a nudez como símbolo de (humildade?)... não sabia definir. A mãe foi com o menino à casa da moça, CLARA, e todos se simpatizaram mutuamente como velhos amigos se reencontrando após séculos de muitas reencarnações. Foi honesta, que não era professora nem explicadora, mas aceitava: ELE que trouxesse caderno, livro, ELA saberia orientar. Acertaram o preço, cobrou baixíssimo para não perder o inesperado aluno em três visitas semanais por dois meses nas férias de verão. Tudo acertado, o cidadão fez a trágica pergunta: “Amanhã, matemática ou português?” Ma-te-má-ti-ca?! (Lembrou a estória real de uma professora universitária de literatura, MARGARIDA - nome de santa escocesa do século XI, 1045/1093 -, que detestava esportes e brincava só saber “contar de 1 a 10”; num estranho bloqueio, não decorava a chapa de seu próprio carro nem o do marido, só sabia o do carro de um vizinho Gigante escritor, exímio e exibido zagueiro em ‘peladas’, fanático pelo SÃO PAULO, clube de futebol. Desbloqueio particular muitíssimo interessante...) O garotão expôs as dificuldades e acertaram português para a manhã seguinte. À tarde, ELA foi à biblioteca pública do bairro e pegou um livro de... matemática. Olhou os tais problemas, ensaiou-se ao máXimo (todo problema é “X + ou = ?”); tanto treinou que aprendeu para si própria. Filosofou piadista: “Agora EU já sei contar de 1 a 11...” Português, o pestinha sabia, mas insistia em escrever a palavra “redaSSão”: “Não gosto de cedilha e sim das duas minhoquinhas rebolando”. E empacou em pronunciar adEjunto adEnominal”. Cínico e debochadinho, explicava: “Amo a Elisa, namoro a Ester e vou me casar com a Eva.” Num dia de bom humor, entendia gramática e escrevia bem; na hora da crise existencialista, trocava tudo e em certa aula o tema “A vocação de cada um” foi interpretado como “miar, latir, zurrar...” - e tome besteirol proposital! (Vontade de esganar o filho alheio...) Havia um problema para solucionar três valores distribuídos em três gavetas, para ele somente “gavetas de calcinhas femininas” - 12 brancas na primeira, 12 x 2 azuis na segunda, 12 + (12 x 2) vermelhas na terceira - total geral??? Variavam números e cores, sempre calcinhas. (Perder o dinheirinho do aluno jamais!) No problema de animais numa fazenda, entre bípedes e quadrúpedes, por tradição escolar galinhas e coelhos, a DUPLA de estudiosos (?) variou nas aulas entre passarinhos e elefantes, patos e rinocerontes, emas e cavalos.... Existia ave quadrúpede? E mamífero bípede? Não souberam onde classificar o canguru e o mítico dragão. Centopeia não podia mesmo! E os trens que se encontravam a tantos quilômetros por hora não sei onde? Fora do eixo “um sai do Rio e outro de São Paulo”, ah, inventaram Paris / Roma, Londres / Bangkok, Luanda / Tóquio. Férias escolares acabando, ELE fez as provas de segunda época, não sei o critério da escola, mas certamente o conclave (do latim ‘cum clave’, “chave”) dos cinco santos se reuniu e soltaram a fumacinha branca - passou do 6º para o 7º ano. Amém!!! Cinco santos? Leitor só contou quatro, que quinto é este?! Sim, porque JOANA D’ARC, santa francesa, 1412/1431, padroeira da minha AMIGA, é sempre convocada nas horas de guerra. F I M
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Comentários dos leitores

Até VAN GOGH se autorretratou... Assim, eu "conheço" nesta estória o vizinho da tal professora. Boa estória no total. Parabéns!

Postado por lucia maria em 14-12-2013

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