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EXCLUÍDA ou "PEIXE MORRE PELA BOCA"...



					    
1 - A ASCENDÊNCIA - Parece bobagem o que vou expor, mas a bisavó tivera 14 filhos, imagine-se a primalhada, produto dessa multiplicação... Muita descendência, gente de todas as idades, importante era a eterna muita garotada. Lá no futuro, ELA se perdia com tantos parentes - avó, tio-avô, tia-avó, primos da mãe... Essa escrevia num papel os nomes, rabiscava “1º grau” (da mãe) e outros graus (para a filha e para si própria), explicava. Primo-prima, filho-filha de gente que eram primos mais velhos, porém não eram tio-tia. Complicado. 2 - A ESCOLARIDADE - Não é bobagem o que vou narrar. Ora, escola pública pode até já ter existido desde ADÃO e EVA, Caim e Abel em classes separadas. Assim, a mãe a matriculou num jardim de infância da prefeitura. Brincava no balanço, no escorrego, ouvia estórias mil (não: ELA mais contava, modificava tudo /intertextualizava/ e atrapalhava a professora!) e na escola “d-a-v-a-m” lanche gostoso - adorava uma fila! Primos e primas a olhavam como se fosse uma alienígena: ‘ratinha’ pequenininha de saia azul pregueada, blusa branca de botões, um aventalzão que cobria toda a frente do uniforme, tranças com fitas brancas. “Pra que, tia (havia a irmã da mãe), bobagem, ninguém de nós foi para essa escola de tico-tico...” ELA ia, feliz da vida. Aos poucos foi sendo, sem perceber, excluída quando chegava para visitar. “ELA é do jardim...” Passou a levar de casa a boneca, as panelinhas e... os soldadinhos de chumbo. Nem assim brincava em grupo. Sofria internamente, sem chorar, por não se sentir superior - na verdade, aquela escola era até bem mais perto da casa de muitos primos do que de sua própria casa. 3 - A TENTATIVA DE SOLUÇÃO: BALAS DA INFÂNCIA - Não era ainda muito comum naquele tempo, mas houve um escândalo qualquer a nível nacional e o pai explicou o significado de corrupção, pessoas que se deixam vender. “Ahn!” A caminho das diferentes casas de certos primos, as três na mesma rua, dois meninos e cinco meninas, a lojinha chamada “Pro dia nascer feliz”: na parede o desenho de um sol-criança, pacote de balas numa das mãos e na outra um pirulito gigante multicolorido. Balas convencionais, duras como pedras, de quebrar com os dentes ou deixar derreter. As mais gostosas eram de morango, cereja e framboesa (hoje chamamos frutas vermelhas), levemente azedinhas, depois abacaxi, limão, laranja, hortelã em duas cores, totalmente ‘nuas’, sem marca, pesadas sem papel... por último pastilhas brancas também de hortelã e outras de anis, um pacotinho verde, um pacotinho azul. Aqui, balas populares - no centro da cidade, grã-finas eram as ‘bolonas’ de damasco e açúcar, que logo se desmanchavam na boca, o ‘embriagado’, quadrado açucarado com licor dentro, e as passas inteiras envolvidas em chocolate, da bombonière belga ou de doçarias com vitrines iluminadas. Astuciosa, resolveu “trabalhar”, ou seja, propôs a mãe que pagasse a ELA cada vez que levasse a lata de lixo, pesada, para a calçada, caminhão de recolhimento três vezes por semana. Umas moedinhas muito à toa, foi juntando... cofre plástico no feitio de um porquinho, com os dizeres “Planeta azul” em alto- relevo. 4 - CORRUPTOS E RIDÍCULOS!!! - Só faltou a cerimônia do beija-mão. Passou a ser vista com outros olhos e a ser importante parentinha - o vento da vez: A “princesa”, a “mais” bonita, a “mais” inteligente, a “mais” querida prima etc. etc. etc. - a que agora trazia um quilo de balas para todo mundo... Vivendo e aprendendo a nunca se deixar comprar! F I M
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Comentários dos leitores

Triste rejeição porque era aluna de jardim de infância e a primalhada não! Inveja é isso e você captou muito bem a emoção. Parabéns!

Postado por lucia maria em 21-12-2013

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