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O CHEFE E A SECRETÁRIA-PARTE II: DEMITIDA!!!



					    
Meu marido não queria que EU trabalhasse fora, mas teimei, insisti... quebrei a cara! A primeira coisa que o doce marido exigiu (chefe danado falou igualzinho...) foi que EU nunca fosse trabalhar vestida inteiramente de vermelho ou usando calça jeans apertada, bijuterias só discretas; ah, e não fizesse um andar tão rebolativo, efeito de altas sandálias de tirinhas fininhas douradas. O chefe, eterno mal intencionado, me deu de cara um relógio grã-fino para que EU nunca me atrasasse na entrada, na volta do almoço ou fugisse antes da hora da saída. Meu primeiro trabalho foi digitar e imprimir bem rapidinho umas leis, sei lá, umas doideiras que falavam em divórcio e pensão (medíocre?) para esposa e filhos. Odiei, mas fiz e terminei dez minutos antes do prazo estabelecido. Chefe elogiou, segurou minha mão e perguntou onde EU gostaria de comemorar... após o expediente. Chefinho é casado com uma mulher braba e ciumentíssima. Na verdade, ELE tem (uma adorável) cara de sem-vergonha, que seduz e hipnotiza facilmente as mulheres. Adorei, discreta, desde que o vi pela primeira vez, melhor que ELE ignore isto. Escolhi uma sorveteria perto do escritório e foi só. Tempos depois me convidou para um motel. Sensação boa. Trair meu marido um tanto morno e insosso e deitar com ELE, o chefe! Sei que combinamos de véspera, mas até hoje não consigo lembrar o que aconteceu... ou não aconteceu (tive tempos depois uma crise de amnésia) - sei apenas que o motel era bem longe, perto da praia, ELE se dizendo “deus grego lascivo” e me chamando de “bacante sensualíssima”, porém não lembro de nada. Nessa noite, em casa, ao deitarmos, escutei meu marido querendo “continuar” alguma coisa (?), falei que EU “estava muito cansada de...” - não completei a frase, dormi imediatamente. Não deu encrenca nenhuma: aí, motel mais duas vezes - na terceira, patrulhinha na porta, não disseram o motivo, todo mundo já entrava mostrando a carteira de identidade; patrulheiro e recepcionista ficaram rindo por termos, chefinho e EU, o mesmo sobrenome. Foi estranho porque ELE tomou um pouquinho de licor de amarula e... fracassou! Vexame total. Mais tarde, em casa, marido e EU numa “festa” a dois. No dia seguinte, fui trabalhar de metrô, cheguei atrasadíssima para o trabalho, chefinho de carro chegara apenas cinco minutos antes, porque... a mulher o “desgastara” - fingi não ver o gesto indecente nem ouvir a intimidade. Esse cara é metido a literato e entre um cliente e outro me dá textos para digitar - CONTOS (de contos de fadas intertextualizados com personagens e fatos do cotidiano a estórias e-ró-ti-cas...), CRÔNICAS e POEMAS. Tá legal, EU colaboro. Acontece que ELE publica em sites, aleatoriamente, e EU é que tenho que fazer o controle de tudo, o que produziu no ano tal e conseguiu extraviar, as partes II e III que não sabe onde guardou (gaveta cheia de pen drives não identificados podem ter muita mulher nua, isto sim!), até mesmo ensinando língua portuguesa e teoria literária ao senhor “doutor advogado”. Após aulas e mais aulas sobre a diferença sutil entre contos e crônicas, quando penso que ELE en-ten-deu, publicou um texto no lugar certo, não tive nem tempo de dar parabéns, logo no outro dia embaralhou novamente... Assumo que entrei em desespero, porque diminuo o descanso em casa, fazendo horas extras de prazer em leituras prévias (escreve coisas lindas!), e não ganhando gentilezas nunca. Fiz um relatório enorme (chamou de ”esplêndido, severo e hábil”) sobre todas as falhas dele e coloquei ao alcance para que lesse, meditasse e se modificasse - no mínimo ser mais cuidadoso com ELE mesmo. Não quer ser um escritor famoso? Vire-se... Reação dele? Mentalmente me arrastou pelos cabelos e me jogou dentro da caverna pré-histórica (descreve muito esta cena). Mas como doutor chefinho não poderia nem me pegar pelo braço e sacudir. Esbravejou, disse horrores altamente agressivo s e mandou que EU procurasse outro emprego... com outro chefe ‘melhor literato’ e com tempo livre - só quero este!!! Sentiu-se altamente ofendido. “Despedida!!! - berrou. A senhora trate de sumir deste escritório. Suma, desapareça, vá lamber sabão, vá para o inf... (engoliu a palavra perigosa de 7 letras). Esqueça este local. Nunca mais quero olhar a sua cara. Acertarei suas contas segunda-feira. Arranje um portador. Melhor: mande seu marido aqui para conversar comigo, de macho para macho!” Grrrrr... Que valentia esquisita! Será que ELE diz isto para todas as secretárias que ELE demite depois de comê-las? Quantas foram antes de mim? Como é que EU posso mandar “meu marido” vir falar com o “meu chefe”? Xi, pode sair muito sopapo? A física quântica explica tal fenômeno??? Com muito ódio, abri as três gavetas da minha mesa de trabalho, recolhi objetos pessoais, muita bugiganga, até um sapo verde, uma foto dele segurando um troféu e 3 pilulinhas caídas (ó, não tome i!), coloquei tudo numa sacola plástica de supermercado, levantei a cabeça. “Também odeio o senhor, isto é, você, chefinho mocoronga.” Percebi que ELE correu ao dicionário e saí louca-furiosa batendo a porta. Nunca mais olhar a minha cara?! Tudo bem. Ganhei do meu marido um creme de beleza, cor forte, verdadeira máscara. Passei no rosto inteiro, fiquei monstruosamente irreconhecível. Muitas horas depois meu marido chegou em casa. “O que é isso? Mulher de rosto azul? “Foi você que disse não querer olhar minha cara nunca mais....................” Existe exame de DNA pós-natal “marido X chefinho”? Mulher nesta situação não pode ser demitida. É a Lei! F I M
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Comentários dos leitores

O ideal na vida era esposa e secretária serem uma pessoa só!!! Ainda mais para patrão 'nervosinho'. Existe um doce de lata - dois (duas) em uma: goiabada / marmelada... Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-01-2014

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