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FANTASMA JAPONÊS



					    
Desconhecidos, Campanha de Suez, ONU, nome dele num jornal carioca, escreveram-se cartas, poucas, como ‘madrinha de guerra’ e ‘afilhado’, e ELE veio conhecê-la pessoalmente. ELA era novinha e namorou o nissei, nascido no interior paulista, primogênito de seis - pai, mãe e irmãos/irmãs menores residindo num sítio na cidade mais “japonesa” do norte do Paraná, do nome ao xintoísmo e festivais. Bipolar como todo Geminiano (ELA idem!), um dia, o cara agia num tempo atual, cidade grande, meio do século XX, outro dia tradicionalíssimo, tempo dos samurais?!... Ambos morando no Rio de Janeiro - ELE, farda verde, cabo-enferme iro, ELA revisora em listas telefônicas impressas. Comendo com hashi?! Aconteceu. Foram a uma pensão japonesa, centro da cidade, perto do escritório de um estaleiro nipônico muito falado na época, primeiro andar, ambiente muito simples, nada ainda de luxo e garçonete-geisha, ELE pediu a comida (memorizou a vida inteira: tempurá de camarão e yakisoba)... e dois hashis - literalmente proibiu garfo, ELA olhou para ELE e outras pessoas ao redor, aprendeu na marra, imitando gestos. Compraram uma mini garrafa de saquê. Um dia, no alto do Pão de Açúcar, ELE marcou para que se encontrassem ali exatos 10 anos depois. Bom, em poucos meses covardemente a despachou... por telefone. Assunto encerrado. Casa pequena, ELA dormia na sala, poltrona de armar, acordou com alguém chamando o nome, virada na direção da porta e o “viu”. No mínimo, iluminado da cintura para cima por uma luz azul - identificou voz, leve sotaque oriental, palavras que costumeiramente pronunciava e um usual perfume masculino amadeirado - falou em “saudades” e se despediu. Paralisada com um susto muito grande, reação de ‘esquecer’ as palavras de uma reza católica. Bom, num outro dia ELA fez contato por telefone com uma antiga senhoria dele, improvisou sotaque paulistano, pediu o endereço do militar, precisava que ELE, desconhecido, “recomendado” por terceiros (quem?) como pessoa de confiança (!), a “levasse” a certas repartições públicas... A senhora não soube informar, porém indicou uma farmácia da qual se tornara sócio com irmão mais moço vindo do sul - por acaso estava perto, deu uma olhadinha, 25 de dezembro, portas de aço arriadas. Deixou pra lá. Deve estar vivo... Assunto encerrado. No prazo de quase 10 anos, faltavam poucos dias, foi sem se identificar com um amigo à tal farmácia, improvisou assunto, deu o nome dele, pessoas da farmácia tinham parente (é lógico que sim!) com aquele nome, ELA trocou de má fé o sobrenome oriental, “era-não-era”, ninguém entendeu nada e saiu vitoriosa com a resposta - não foi (ainda) fantasma azul, defuntado, naquela madrugada já distante... O amigo recusou acompanhá-la ao Pão de Açúcar.................. Desistiu. Assunto encerrado. Muito tempo depois, foi passear com dois primos, de carro, a esmo. ELA pediu um mercado de muitos boxes, fez pequenas compras e os “engraçadinhos” a empurraram na direção de mini lojeca de bebidas importadas. O vendedor todo atencioso! Para se descartar da situação, ELA improvisou pedir saquê (havia!), deu marca de fabricação brasileira (tinha!), acabou comprando... De volta para o bairro, noite, resolveram comer pasteizinhos, chegaram em casa bem tarde, onze e meia. Escutou o nome dela na varanda, sotaque vagamente conhecido, “...essa voz...” - mas imaginou um gracejo. Ao amanhecer, ambos negaram a brincadeira, porém ELA encucou pesado. Jogo de búzios identificou egun que teria vindo quando pensou no antigo namorado ao comprar o saquê. Namoro anterior ao nascimento do primo pai-de-santo, que forneceu detalhes, adivinhou mesmo! “Como o fantasma me descobriu, em outra residência, após décadas?” É, mas a localizou. Pesquisou na Internet - o nome do cidadão e um único sobrenome, achou vereador em outra cidade, mesma região do Paraná, placa de homenagem numa quadra de esportes. “Então, defuntou-se.” Pode ser o próprio... Assunto encerrado. Bom, faço meu trabalho literário (sobrou para o agnóstico aqui!), ELA me envia recortes que posso aproveitar para CONTOS e CRÔNICAS. Num livreto de culinária japonesa, havia muitos recortes sobre saquê. Leu, comparou, eliminou perto de duplicatas, mesmas informações. Do nada, de repente, começou a se sentir muito mal mesmo - terrível dor nas costas, tonteira e enjoo. Banho quentíssimo não deu certo, o almoço “voltou” todo e foi ficando nervosa. Socorro imediato é o primo pai-de-santo que imediatamente a rezou com água e folhas verdes do jardim e percebeu uma energia, uma vibração estranha, despachou o egun. Aí, o lado espiritual provoca o lado físico. A pressão subiu, tomou relaxante leve, subiu mais um ponto... Clínica! Explicou ao médico o que sentira, analgésico na veia e ficou ligada a um aparelho, ‘televisãozinha’ que indicava os batimentos cardíacos - tudo aparentemente normal, sugestão de repouso ali mesmo. Não conseguiu dormir, estado de... agonia (?), pensamento nos folhetos que me prometera - liberada horas depois. Já estava saindo quando o médico perguntou se o japonês que entrara com ELA e ele não viu sair, era também acompanhante familiar......... Assunto ainda não encerrado. F I M
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Comentários dos leitores

Força mental é isso - fantasma vivo e anos depois fantasma real. Mas visitar duas vezes depois de estar no Além??? Eu desejaria umas boas espetadas de tridente no traseiro dele. Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-01-2014

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