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ROMEU & JULIETA MODERNOS



					    
ELA anotou certos temas para pesquisa, digitou, colheu ‘mil e uma’ informações (modo de dizer) em frases/períodos curtos que somente ELA entenderia, uma folha de papel para cada pequeno resultado, não numerou no alto, o vento jogou tudo ao chão, pegou aleatoriamente e as pesquisas saíram embaralhadas: Julieu e Romieta do Agreste - Grupo Êxtase de Teatro, Aracaju, agosto/2010 - paródia??? (Apenas viu filmagem - a futura “teatróloga” não descobriu o texto ou danças que usaram, enredo, coisa alguma.) // Renascimento - entre outras características: 1-Deuses mais humanos que divinos (=mitologia grega); imitação dos grandes mestres greco-latinos; antropocentrismo (tudo girando em torno do homem). // 2-Natureza-bucolismo (campos, rios, pastores). // Sopa de cavalo cansado - pão ou broa, cobrir com vinho tinto e açúcar. Bom para criar força e recuperar as energias. // Soneto de DANTE - 1º terceto - “Toda doçura e pensamento humilde / quem a escuta falar no peito sente / sendo louvado quem primeiro a viu.” // 4-SHAKESPEARE, muitas peças teatrais - antítese de amor ligado a dor e sofrimento (para ele, “sublime sofrimento”). // 3-Poeta elegíaco, lírico e subjetivo (filosofia horaciana do carpe diem) detesta a fugacidade do tempo e a brevidade dos prazer es - lírio e rosa, que murcham rapidamente: símbolos de natureza fugaz, vida fugaz. // Receita - 3 ovos inteiros, 250g de polvilho doce, 250g de açúcar. Bata preferencialmente com a colher de pau até borbulhar. Forno pré-aquecido, forminhas untadas, forno médio. // Itália, século XIII - guerra política entre guelfos (aliados políticos do papa) e gibelinos (partidários do Imperador, negando autoridade temporal do papa). // Áries, deus da guerra na mitologia grega = Marte romano. // 5-Mulher ora real (o bardo inglês descreve cena de sexo no drama “Romeu e Julieta”), ora divinizada (para DANTE, autor da “Divina Comédia”, Beatriz, sonho infanto-juvenil do poeta, como reencarnação do anjo Gabriel - RONSARD amava Helena sem ser correspondido: ELA muito jovem - para PETRARCA, Laura talvez casada lhe bastaria como amor platônico, de contemplação à distância). // Filosofia de RABELAIS, médico e literato, no obra “Gargantua” (família de gigantes beberrões e exagerados) - alegria de viver, otimismo: “rir é próprio do homem”. - - - - - Bom, como dizia GLAUBER ROCHA, “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. - - - - - Ora, quem não quer ser artista, pelo menos por um dia? Reuniu o populacho do lugar e explicou a intenção de montar uma peça de teatro. Pessoas de todas as idades e característica físicas. Empolgação geral. De um lado os que sabiam ler - ih, bem pouquíssimos! De outro... bom... a maioria. Tudo bem. Explicou ‘mais ou menos’ a estória de Romeu e Julieta, que seria apenas pano de fundo, pois o que ELA pretendia era uma intertextualidade. Um m ais letrado pegou brutalmente a papelada, chamou um auxiliar, leram tudo, papéis cada vez mais embaralhados e debateram o “erreido” (pronunciou assim, bem pausado), diminuindo as partes mais difíceis no entender deles: seriam os diretores do “treato” (é, treato, sim). Um mais exibidinho, amigo de toda aquele gente, logo se intitulou diretor de “eleuco” (leitor entenda elenco) e colocou uma faixa no braço - bom, distribuiu personagens. Juliana nissei não aceitou trocar de nome: teatróloga aceitou. Toda miudinha, branquela, cabelos pretos e olhos amendoados. Romeu possuía um cavalo do qual nunca se separava e compareceu montado. ELA nem ousou dizer nada. “Pois é, dona, a senhora disse que ia montar um teatro , escutei muito bem.” Ensaio? Pra quê? Perda de tempo. Acertaram tudo em palavras, um “explica” para o outro o que (em verdade não) entendeu e logo começaram o espetáculo. Lírios e rosas foram em seguida distribuídos pela plateia: secar e levar como lembrança “se algum dia fugirem da cidade”. Século XIII, ano 2013, vai ver é tudo a mesma coisa. Trouxeram um carneiro brabo (uma moça orientou: tem algo a ver com Áries/Marte) e o amarraram numa árvore. Aí, de um lado ficaram os guelfos e de outro os gibelinos. “Mas como é guerra política?” Arranjaram cabos de vassoura, bateram-se aos pares e quase guerrearam de verdade. Temporal do Papa? “Ah, é São Pedro quem manda a chuva...” Muito fácil. Baldes com água em cima de todo mundo... De uma árvore, desceu um anjo Gabriel de camisolão branco. Guerreiros molhados, o entusiasmo em parte diminuiu - alguns sem camisa, exibindo ou músculos ou costelas magras. Juliana e Romeu, que há muito tempo se paqueravam, de famílias entre rivais (ambas as famílias possuíam açougues, um pai esnobando o outro) e associadas (o caminhão era um só, em revezamento), aproveitaram a ocasião para um namoro real e passaram a trocar juras de amor verdadeiras e beijinhos rápidos. Os familiares apareciam no cenário em discussões e gestos agressivos, espectadores “imaginando” tradução para os possíveis xingamentos em japonês. As mulheres levaram ao pé da letra as palavras do enredo, os homens arrombaram um depósito de bebida há alguns anos abandonado, o padeiro se sentiu honrado em contribuir, arranjaram os ingredientes e distribuíram a tal sopa, começando pelo cavalo. Muito vinho, muito, muito... Gibelinos dando vivas ora a Dom Pedro I ora a Dom Pedro II, cujos nomes mal conheciam. Bom, surgiu um padre e de acordo com o texto ‘sugeriu’ que Romeu deveria morrer. Ou Juliana? Sortearam. Então, ELE morreria primeiro. Certo. Um copo de suco de açaí “envenenado”, anunciaram em voz alta, espectadores gemeram “ohhh!” e aparentemente morreu. Deitou-se numa esteira, parado estava, paradinho ficou, dormiu. Juliana, em seu papel desesperado, pintou lágrimas pretas no rosto e entrou em cena. Beijou o amado na boca, tentando absorver algumas gotinhas do veneno e morrer também. Apareceu um Papa que abençoou o casal e sete guelfos descamisados curvaram o corpo e giraram em torno dele, o ‘homem’, do modo como entenderam antropocentrismo. Brevidade dos Prazeres? Uma mulher do lugar, Beatriz Laura como ironia, que morava um tanto afastada das famílias, varanda iluminada com pequena lâmpada vermelha, recebia rapazes exatamente para “isto” e fornecia quitutes sob encomenda, sentiu-se finalmente valorizada, “Toda doçura e pensamento humilde.........” - feliz, preparou muitos tabuleiros do tal docinho de roça. Deu para todos: comeram e repetiram. Romeu ressuscitou de repente e pediu uma brevidade de polvilho. Gargalhada geral. Nada absurdo - no folclórico Bumba=Meu-Boi, o boi ressuscitam e todos dançam. Surgiram uns rapazes com pernas de paus, já treinados porque participavam sempre dos festejos populares na pracinha, carregando enormes copos e canecas, logo em seguida um gaiteiro e dois sanfoneiros, e o teatro acabou em apoteose musical - tremendo arrasta-pé (ou rala-bucho?) sertanejo. F I M
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Comentários dos leitores

Esse teatro é mistura, sim, de elementos culturais (Shakespeare outros) e populares da literatura de cordel. Comum estes festejos no Nordeste brasileiro, nenhuma piada. Quanto mais circo, melhor. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-01-2014

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