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REENCONTRO IMPOSSÍVEL...OU PROVÁVEL?



					    
Não contestar jamais quando cigana fizer previsão. Poderosas desde o início do mundo, por isso o povo é sempre perseguido pois a alegria alheia (e a festa na casa de qualquer vizinho que não nos convidou) incomoda(-m)... Comunicação Social é um curso abrangente, muitas ramificações e ELE ainda não se sentia preparado para “reportar”. Gostava mesmo era de imagens e aceitou ser um feliz cinegrafista no maior canal de televisão do país. Depois, gostou mesmo de ser roteirista ‘palpiteiro’, ou seja, pesquisou, deu palpites, sem jamais largar a câmera, e acabou solicitado pela equipe de produção como assistente do assistente do assistente (chega!)... embora intelectualmente superior a muitos - conheciam o valor dele (versátil, múltiplo etc.), sem ser exibido. Num feriadão, folga por muita sorte, viajou para fora do Rio de Janeiro, por acaso descobriu em Valinhos, Estado de São Paulo, um acampamento e se apresentou espontaneamente a IGOR, o chefão. Explicou pesquisa oral para uma projetada telenovela, antes disso uma reportagem maior. Conversaram dentro de uma tenda, riram juntos... Uma menina com o recado. SARA, a cigana mais velha, mandara chamá-lo e o esperava sob uma árvore, perto de uma roseira. IGOR estremeceu e disse que as previsões dela eram infalíveis, tornando provável o impossível - notícia boa (ao máximo, adorava falar) ou ruim (ao máximo, evitava falar). “Você vai reencontrá-la breve.” “Quem?” “Você sabe. A dona do seu coração.” A velha cigana levantou do tapete, deu-lhe uma rosa vermelha vagamente entreaberta, guardar dentro de um antigo livro de poesias, um tanto amarelado (como lhe adivinhara VINÍCIUS eternizado na estante desde garoto? - presente da menina que amara, iniciais gravadas no tronco de uma árvore, juras mútuas de amor eterno), enterrar num jardim florido com rosas semelhantes quando a reencontrasse. Uma cigana mais moça, ao longe, ajeitou na cabeça o lenço vermelho e ELE (erroneamente, diga-se de passagem) ”traduziu” o gesto de que a mais velha não estaria regulando bem. Gravou as anotações da pesquisa e entregou na emissora. Esqueceu. Tempos depois, pouco tempo, o tema era mendicância com pesquisa ao vivo. “Sobrou” para ELE ser mendigo ‘ambulante’, como o diretor de produção inventou dizer. Laboratório. Tempo curto (prometido e cumprido). Vestir-se como mendigo, primeiro sozinho numa esquina, juntar-se a outro, outros, grupo maior, nunca acima de cinco. Às escondidas, receberia comida a ser dividida com os outros (dizer que conhecia o dono do restaurante - cada hora um local diferente -, há muitos anos etc. etc. etc. - em parte, ficcionar é mentir, mas estava sendo por uma boa causa), com o sacrifício de não poder tomar banho todos os dias ou banhar-se com latinha num banheiro público... “Eta, vida triste!” Deram-lhe cobertas desgastadas, um tanto sujas de graxa, um prato e uma caneca de ágata, (exigiu no mínimo) uma colher; assegurada proteção noturna, com ajuda policial entrosada. Fixou-se num grupo de não drogados, não perigosos assaltantes, não havia queixa alguma sobre estes, apenas infelizes, com ELE total de cinco homens... ah, e um vira-lata sem uma orelha (logo, o também contista amador nas horas vagas fantasiou que por certo lutara com outro e perdera a amada cadelinha - ‘na-vida-pouco-se-cria-muito-se-perde-tudo-se-transforma’: perdão, mestre Lavoisier!). Ouviu confidências, inventou confidências e convenceu o grupo (havia um advogado abandonadinho pela noiva na h ora do altar!) a aceitar ajuda social. Mostrou-se também “desesperado”, querendo reabilitação como ser humano. (É, mais tarde ELE os ajudou.) Conversa vai, conversa vem, o talzinho (ex-doutor, vejam só!) simpatizou com ELE e contou sobre trio de mulheres não muito longe dali. Era em outra rua, deu um ‘intervalo’ na fantasia de mendigo, fez contato com a tevê, agora o real cinegrafista iria filmar as tais mulheres. Quem sabe o promovessem a repórter? Veio o restante da equipe etc. e tal e coisa. (Dou muitas pistas ou meu leitor é muito esperto?) As causas para a mendicância foram narradas a um ‘velho’ (agora moço estupefato) amigo de infância - traição do sócio (o confiar faz com que o ingênuo assine papéis em branco, sem data), falência comercial e morte súbita do pai; perda da casa (registrada em nome da empresa “vendida” para o sócio / telenovela às vezes mostra) e o sair da cidadezinha para a capital às pressas, sob séria ameaça de morte. Roupas, impossível trazer todas. Mãe, filha e a empregada quase idosa, fiel. Carona em caminhão. De dia, ocupavam uma casa abandonada, passando as manhãs na rua. Cada leitor crie sua própria narrativa daqui em diante. Tempos depois, flor seca enterrada... num jardim florido com rosas semelhantes... minutos após um “certo” casamento religioso no Rio, de acordo com o cerimonial do catolicismo. “As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.” - Lilian Tonet. Conto de fadas - príncipe, princesa, juramento, separação, rei, rainha, ama, bruxo malvado, fuga, fada-madrinha (cigana), profecia, objeto mágico (rosa), reencontro, casamento. F I M
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Comentários dos leitores

Conto de fadas é a semente da literatura e até nas telenovelas se vê essa estrutura. Amei essa estória linda. Parabéns!

Postado por lucia maria em 02-02-2014

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