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TERREMOTO NO RIO DE JANEIRO...EM JANEIRO?



					    
Garota muito atrevida e respondona. Super desobediente. Na igreja católica, o padre que preparava a garotada para a Primeira Comunhão, era muito velho. Severo demais. Tinham que decorar o livrinho (confessava-se um ator frustrado) e declamar as rezas com gestos teatrais. Citava Padim Ciço. Ah, e os ameaçava com “o inferno de Dante, onde 7 diabos irão espetar o traseiro de vocês”... e parecia, ele mesmo, acreditar no que falava, cara zangada sem o menor sorriso. Dizia que um terremoto um dia iria destruir a cidade inteira e mostrava Pompeia num mapa original italiano. A mãe dava uma garrafinha para a menina trazer água benta da reza de sexta-feira às 18 horas, porque padre embolava mistos de catolicismo com judaísmo, acendia 7 velas lado a lado, não no menorah, castiçal de 7 braços, e dizia “religião mãe, religião filha”. Para ‘acalmá-la’ (de quê?), mãe mandava colocar um pouco da dita água com açúcar ou mel num copo, ao lado da estatueta de pequeno Buda (miscelânea?) e um São Judas Tadeu (família inteira flamenguista), sobre a mesinha de cabeceira, o que a garota fazia com muita raiva antes de dormir, e ao amanhecer despejar no vaso de cactus espinhento (simpatia para acalmar agitadinhos). Década e meia depois. Numa noite qualquer, auge do verão de 41 graus, hora de dormir, mãe a contrariou em alguma coisa, soltou um palavrão em pensamento e foi para o quarto. Abriu uma gavetinha e viu retrato do padre, autografado para todo mundo. Arrepiou-se toda. Foi à cozinha, desta vez encheu (leitor repare: encheu!) um copo com água, errou, colocou sal. Acomodou o copo sobre uma caixa plástica, organizadora de bijuterias, a mesinha era a mesma. Sinal da cruz a meio, um tremor aparentemente apenas no prédio inteiro, três andares e doze apartamentos, o copo caiu ao chão, gritaria geral, um bando de gente correndo para a rua. No primeiríssimo instante, pensamento de “menina pecadora”, como padre a intitulava (mais tarde, auto adotou a palavra “transgressora”): “EU causei isto?” Ninguém sabia o que era, o que não era. Moradores de outras casas, ruas próximas idem, agito geral até o início da madrugada. “Terremoto” parou, não desabou casa alguma e aos poucos as pessoas foram voltando para casa. Não teve ideia imediata de ligar televisão ou rádio. Dormiu em meio segundo. Na manhã seguinte, comentários no escritório - inesperada ‘acomodação de terra’ (verdade!) no bairro dela. Ahn!... (Pela dúvida, copo com água nunca mais!) F I M
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Comentários dos leitores

Não muito comum, mas isto pode acontecer. Meninas malcriadas são bem criadas (pela mãe), apenas têm vontade própria, em especial se nascerem sob o agitado Mercúrio/Hermes, deus esperto da comunicação. Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-03-2014

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