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NO FRIO, SOPA...DE PEDRA...E OUTRAS



					    
1-SÉRIO (História) - O que faz um soldado na guerra? Guerreia, ora bolas! Pois é. No mínimo, goza a garantia de roupa e marmita. Dormir é... fechar os olhos - sem escrúpulos, qualquer lugar serve. Mas aí, em 1492 os valentes ibéricos fi-nal-men-te expulsaram de suas terras os árabes invasores que estavam ali desde o ano de 711. Surgiu a Espanha Reconquistada (que para os árabes tinha sido Al-Andalus, em apenas um século já um dos mais ricos e avançados países da Europa): olé!!! É mais ou menos como o proprietário exigir a casa ao inquilino, que durante muitos anos fez obras e melhorias, criou um segundo andar, um jardim, uma horta, pintou e repintou as paredes. 2-ORIGEM DO ANEDOTÁRIO (História + Estória) - Romance de autor anônimo, grandioso ‘disse-me-disse’, a estória atravessou o Atlântico e ficou até nossos dias. Surgiu lá, no século XV, a infeliz classe social do pícaro, o pobre coitado sem eira nem beira, que luta na adversidade para sobreviver. Soldado aventureiro, famoso quando nas guerras da época, assim foi o espanhol LAZARILLO DE TORMES. E ‘hoje’ que a guerra acabou? Livro ficcional sobre “ele”, representante de uma legião de soldados agora desocupados, surgiu em primeira edição no ano de 1553, em Antuérpia, e em 1554 em Burgos, narrat iva autobiográfica (?) de um Lázaro já maduro, protagonista quase anti-herói, tadinho, que sofreu (verdade!) momentos críticos: incidentes e acidentes... Sofreu muito desde os primeiros anos de vida. Cresceu, virou soldado. Muito mais tarde, vejam que interessante, casou e foi ser pregoeiro do comércio e da justiça em Toledo. Não sei se genealogia (de onde, ele?) pré-determina a futura /boa ou má/ conduta, mas saco vazio não fica em pé. Fome dá todo dia. Herói infeliz ou anti-herói, personagem socialmente marginal e astucioso, sua filosofia rudimentar o faz atacar a sociedade em que vive. Taí, não sei como ele não teve poucos anos mais tarde a inteligentíssima ideia d e vir para o Brasil - teria muita mandioca para comer, muito peixe, muitas frutas nativas... muito céu azul... e muitas índias para namorar no harém da rede. 3-FOLCLORE DOS OUTROS (Estória pura) - Lazarillo passou a andar no peditório. Acendeu uma fogueira. Arrumou um tacho, encheu com água e colocou dentro uma pedra. Mulher tem excelentes qualidades, mas é geralmente curiosa - perguntou do que se tratava e ele “esclareceu” tratar- se de uma... sopa de pedra. Bom, se ele era alto, sedutor, hipnotizador, não sei (minha AMIGA do Rio garante que sim: reencarnação anterior de um “certo” AMIGO dela!). Pelo sim pelo não, a sopa ficaria “muito melhor e mais substanciosa”, ele dizendo, se a senhorita ali presente fornecesse uma cenoura e trouxesse junto uma amiga. Cenoura e amiga vieram e ele pediu... umas folhas tenras (exigentinho, hein?) de couve e outra amiga. Esta veio e ele pediu... um pedaço de carne. E assim sucessivamente - legumes, folhas e carnes. Sal e azeite também. Pronta a sopa, talvez as mulheres também tenha comido mini porção, ele foi mesmo de prato cheio, e por fim sobrou apenas a pedra... para nova cidade e outras colaboradoras. 4-FOLCLORE NOSSO (Nova versão) - Esse personagem nos chegou através da literatura de cordel - romanceiro popular em forma de poesia, isto é, narrativas de velhas épocas, que a memória popular conservou e transmitiu - romances de cavalaria, estórias de guerra, amor, viagens, conquistas marítimas e heróis antigos. O nome cordel existia em Portugal, folhetos presos por um pequeno cordel ou barbante, em exposição nos locais de venda. A presença desta literatura no Nordeste brasileiro é de raiz lusitana (fontes não exclusivamente portuguesas, evidentemente) e nos veio da Península Ibérica já no século XVI. No Brasil, o anti-herói tomou o nome de Pedro Malasartes... modernamente figura duplicada em João Grilo e Chicó, no livro “Auto da Compadecida”, de ARIANO SUASSUNA. Ainda recentemente, na telinha caseira, pudemos apreciar essa poesia encantadora e a estética lindíssima na telenovela “Cordel encantado” 5-VAIDADE MASCULINA - Comum que se encontre na geografia lá de cima, bem longe, uma mulher que tenha sido colaboradora com um ingrediente para a... sopa de pedra... de um “moço bonito, viajante”. Em Recife, na Praia de Boa Viagem, onde passei curtas férias, uma delas me ‘reconheceu’: “Moço paulista, cadê a pedra?” (Não caí na paquera.) 6-RECOMENDAÇÕES SÉRIAS (Gastronomia) - Nos meses mais frios, uma sopinha esquenta o corpo muito bem porque no inverno precisamos manter a temperatura interna para que todas as funções do corpo sejam preservadas. “Na ocasião, a temperatura da sopa não deve ser morna ou fervente (palavras da minha aMIGA Ratinha), apenas o calor necessário para derreter uma fatia de queijo.” Se a sopa dos saquinhos é de fato nutricional, não sei, porém nos seduz pelas poucas calorias anunciadas nos rótulos e pela praticidade no preparo que o mais ferrenho e machista solteirão aceita preparar. O ideal é a sopa com ingredientes frescos. No caso de dietas, boa indicação os caldos leves com frango, músculo bovino, queijo branco, cremoso ou mussarela, e hortaliças verdes, menos calóricas; nunca juntar leite ou creme de leite nem misturar carboidratos. Boa companhia, às vezes, e bom apetite, sempre! F I M
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Comentários dos leitores

Brincadeira ainda usada em Portugal - a última pessoa, geralmente um brasuca (falam de nós assim) desavisado recebe o prato com a pedra. Excelente trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 30-03-2014

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