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(IN-) FIDELIDADE?



					    
ELE foi logo preparando a mala e “avisou” de supetão que iria viajar a trabalho durante 2, 3... no máximo 4 dias. ELA propôs: se hospedaria no hotel e......... Não. Negativo. Trabalhador sem “secretária”. No pensamento dela, surgiu a ideia de que “homem-é-assim-mesmo-nenhum-presta- nenhum-vale-o-grão-de-arroz-que-come-até-mesmo-o-primitivo-Adão-etc.-etc.- etc.” e previamente se sentiu traída. Um tanto complicado explicar a traição se não havia ainda outra mulher no Paraíso, mas foi assim que ELA sempre escutou. Sentenciou com raiva: “Traiu com a cobra fêmea e pronto!” Por segundos, não raciocinou sobre a data e depois conferiu com... sábado de carnaval. Ao mesmo tempo, ELE comunicou estar mudando um contrato para “Internet mais rápida e maior armazenamento”... Marido fora de casa na eternidade de 4 dias e mulher sem ter comunicação. ELE adora caixa postal no celular... Estradas lotadas em todas as direções, gente indo e vindo, não iriam juntos para outra cidade, ELA imaginou que teriam felizes dias de folga, agarradinhos no sofá, diante da tevê carnavalesca. Bebidinhas, lanchinhos, beijinhos... Mas a empresa sanguessuga não fecha e haveria expediente na segunda-feira - só o “anjinho de chifres vermelhos” foi selecionado para (foi o que ELE disse, covarde, não olho no olho com ELA)... passar instruções (de quê?) em outra filial?! Estória malissimamente mal contada. Adora atiçar-lhe um ciúme infantil. Saiu de casa na noite de sexta-feira. O carro ficou, tomou táxi sozinho para a rodoviária. Na manhã de sábado, amiga telefonou para comentar sobre 4 contos que, pelo horário passando pouco de 5 horas, ELE publicara (como? de onde?) bem cedinho no site literário de costume. Citou os títulos dos trabalhos, ELA anotou, passou os impressos da pasta de inéditos para a de publicados - nada de pen drive: gosta de papel visível e ‘pegável’. E havia um mini e- mailzinho com notícias da ‘viagem’ - “Cheguei inteiro... Sentirá saudades?” Pensamento por conta dela: “Contarei depois os espermatozoides um a um!” Havia uma brincadeira antiga de se darem boa noite pelo computador - um digitava, o outro lia e respondia. Desta vez, ELA simplificou, somente pensou (não tinha como enviar): BN. “Não merece 8 gigantescas letras.” Na manhã de domingo, pior. Sempre a amiga dando recado. ELE “foi avisado” de que a espera do sinal para Internet era de 10 dias, talvez o mesmo tempo da viagem agora ampliada; estava digitando de /burrice masculina que se entrega fácil.../ um Lan Café. “Acalme-se, cuide-se.” Bom, não muito longe de casa havia um destes ‘antros’ disfarçados de lanchonete: café e chocolate quentes, capuccino gelado, sorvetes variados (para ELA, criativa, metáfora de certa parte gulosinha do ato sexual), ‘inocente’ (hummm) bilhar, farta clientela assanhada, garçom entregando bilhetinhos... Represália como? Trair antes de saber que tinha sido traída? Bom, era carnaval e as pessoas não estavam observando as roupas bizarras que surgiam nas ruas. A amiga topou vestir-se com trajes masculinos, óculos escuros de lentes enormes, boné com aba larga, bolsão tiracolo estilo unissex; ensaiou passos abrutalhados, porém - baixinha - ficou um ‘galã’ grotesco, nem ao menos travesti enfeitado. Em todo caso, tempo de tudo junto e misturado, dirigiram-se a um “hotel-rodízio”, a intenção era apenas ficticiamente se hospedarem e trazerem um objeto qualquer com o nome do hotel. Plano bem idiota. Faltou coragem, ELA roubou rapidamente, da mesa da portaria, um talão (inteiro!) de fichas cadastrais e saíram correndo. “Distraidamente”, uma fichinha sobre a mesa da sala para ELE ver de imediato. Ah, devolveria o excesso outro dia. Quase final de domingo, BN perto de 19 horas através da amiga, fiel colaboradora - em seguida, tevê com o desfile das escolas de samba e cerveja ao lado. No dia seguinte, ligou para a empresa. “No momento ELE não pode atender, minha senhora. Está trabalhando com a fresadora automática... e se largar, explode...” Foi o que ELA escutou, embora sem entender sobre a explosão: a máquina (nunca vira tal coisa - perigosa?) ou ELE (facilmente irritadiço)? Desligou sem se identificar. ELE não tem um nome comum - a telefonista escutara e informara certo. (Ou nome parecidinho? Outro ...mar?) Então, que viagem inventada fora esta? Na terça ao meio-dia ELE retornou. Cansado, comprovante do hotel distante muitos quilômetros, notinhas de refeições. Palestra no sindicato local... Ainda agrediu: “Fosse na sua cidade, o mundo estaria parado. Lá, 365 dias de samba...” Olhou indiferente o papel do “hotel-rodízio” (terrível faro sobre o que ELA arma, inócua). Abriu a mala, tirou de saco plástico uma bonequinha japonesa, maçã mordida (símbolo que ELE pecara?), uma foto da Torre Eiffel (?)... e explicou retorno bem mais rápido. Saudades muitas. “Longe de casa, um gato sem ninho.” (Ninho?) Enfim, são e salvo. Melhor perdoar. Perdoar de quê? F I M
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Comentários dos leitores

Este casal fictício é mais ou menos o retrato de um casal real: "provador" & "louquinha", tipo Tom-Jerry indesgrudável... Parabéns!

Postado por lucia maria em 06-04-2014

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