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SE NÃO FOI VOCÊ, FOI UM ANTEPASSADO!



					    
1-Em ESOPO, fabulista grego, O LOBO E O CORDEIRO - “lobo, símbolo eterno de maus instintos, força maior X cordeiro, doce candura, força menor”, o obstáculo do cordeiro é não ser devorado pelo lobo; mas não conseguindo se livrar, acaba vencido; não há argumentos de defesa; denúncia do real como advertência aos fracos, observador sem tomar partido. FÁBULA TRADICIONAL, estorinha de caráter moral e alegórico, personagens animais num ‘zoológico humano’ - Cordeiro bebendo água num rio, lobo acusou-o de turvar a água que este queria beber, acontece que o ‘branquinho’ estava na parte mais baixa da correnteza; lobo engoliu em seco, alegou que fato semelhante acontecera um ano antes, mas este cordeiro era mais jovem, pode ter sido o irmão, cordeiro era filho único, o poderoso alegou pai ou avô e devorou o inocentezinho, coitado... MORAL DA ESTÓRIA - Contra a força, não há resistência. 2-Baseado na tradição, o jornalista LUÍS LOBO inventou uma outra fábula, paródia ou sátira de final imprevisível, escrita na cidade do Rio de Janeiro, numa época em que faltava muita água. FÁBULA MODERNA - Tudo muito parecido: o cordeiro bebia a água quando o lobo chegou; o ‘branquinho’, muito ligado a literatura, evitando polêmica, foi beber água mais abaixo e o lobo, de má fé, mais abaixo ainda, num interminável troca-troca de lugar; quando começou o questionamento, o valentão partiu para cima do aparente fraquinho, ah, mas este possuía muitos livros e sabia lutar judô, com dois golpes jogou o lobo pro alto e foi beber sua água tranquilamente. MORAL DA ESTÓRIA - O problema da água do rio (ou Rio?!) só foi resolvido a porrada. 3-VERDADE VERDADEIRA VERDADEIRÍSSIMA - Numa certa família, havia um lobo, elogiado como esperto - falsificou assinatura de tio-avô, mais novos aplaudiram, e de superior no quartel, ‘cana’ por uns dias, parentes não puderam defender. Baixa escolaridade, porém grande astúcia, lobo arrumou fotos de doentes em cama de hospital (isto ainda muito antes da “era celular fácil”), médicos em jaleco, e promoveu um falsa campanha de caridosos associados mensalistas para uma doença praticamente incurável na época, processos científicos pouco além de experimentais. Nada existia além do safado... Comprou carrão do ano, anelzão... distribuiu mensalinho para agradar poucos familiares. Denúncia, policial reconheceu sobrenome incomum, ‘filho-de-amigo-meu’, absolvido por falta de provas. Ah! Brasil! Casou, teve em casa quem melhor o ajudasse numa segunda campanha, outra doença mais fácil, novamente absolvido por......... leitor já sabe. Minha (futura) AMIGA cursava uma faculdade federal, maior placa metálica UFRJ voltada para a rua, e nas horas vagas arrumou biscate de dois meses num escritório, assunto de que possuía prática anterior. Há uma versão de que o lobo se ‘honestizou’, porém... pau que nasce torto... pois é... não há cirurgia plástica que conserte... Agora micro empresa não totalmente esclarecida e apareceu justamente no tal escritório cujo dono o despachou, não satisfeito com o serviço (?) ou a ‘mordida’ do lobo - ELA, discretinha secretária (do latim ‘secretus’), abriu porta, fechou porta, escutou a ‘ladainha’ do reclamante, tentativa de argumentos do safado, não demonstrando conhecê-lo: terno, gravata, estas falsas aparências de empresário chique... Espalhou-se em família que ELA contara tudo ao patrão (não contara “ainda”! - ué, quem não deve, não teme), a loba-sócia-esposa ficou indignada, patota se reuniu e tentaram vingança, constantes assembleias e debates sobre ‘represália’ urgente. A moça morava com os pais e avó. O ‘administrador do plano’, mais instruído que os demais, não tirava vantagem alguma com o lobo trambiqueiro, porém inventou para o grupo que a faculdade era particular e esta avó pagava - convidada para morar com outras pessoas, a avó esperta entendeu a manobra e fez uma defesa cerrada sobre a neta, disse horrores sobre o lobo e os puxa-saco aplaudidores, em argumentos sólidos. Bom, ELA já estava mesmo ao final dos 60 dias, chegou a hora de fazer para o patrão o relato final. Aí, guerra braba (nenhuma espadada ou tiro), sem contato com todo mundo cerca de dez anos, apenas reabilitando esse tempo depois as pouquíssimas pessoas menos envolvidas na trama. Bom, formara-se professora e casara. Pulo grande na linha do tempo... Numa um tanto recente atualidade, o filho do tal ‘administrador-da-vingança-fajuta’, filho de lobo, lobo é, bastante adulto agora, começou a esticar a mão pedindo ajuda financeira para isto ou aquilo, tá, ELA co-la-bo-rou, mas no pensamento vinha sempre a figura safada do pai deste, defensor do lobo. De repente, chega um dia em que o recebedor, nunca satisfeito, passar a querer /metaforicamente exemplificando/ água mineral, que a do rio (Rio!) já não satisfaz. Minha (atual) AMIGA se encheu: “Não ajudo nunca mais. Tentaram tirar o meu diploma e graças a ele que tenho meu ordenado...” O argumento do fulano era ser criança inocente (de fato!) na época e não entendia nada. Como esclarecer que o pai dele foi o mentor do plano fracassado? Minha (arrepiada e gloriosa) AMIGA lembrou de textos usados em sala de aula: “Se não foi VOCÊ, foi um ANTEPASSADO!” E nunca mais deu dinheiro algum. MORAL DA ESTÓRIA - Mulher-loba derruba todo mundo... sem precisar devorar ou usar luta japonesa. ------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: ESOPO - Escravo, escritor e orador político na Grécia Antiga, nascido ao final do século VII a. C. ou início do século VI a. C., a quem são atribuídas várias fábulas populares, isto é, historietas, considerado ‘pai’ deste gênero literário, divulgado em muitos idiomas pela tradição oral - fábulas recriados posteriormente por Fedro e La Fontaine, e ‘gozadoramente’, em nossos dias, por Millôr Fernandes e Luís Lobo. SECRETÁRIA - Vem do latim ‘secretus’ - secreto, escondido, retirado, colocado à parte. A secretária é muitas vezes aquela pessoa a quem se confia segredos e fica a par dos ‘podres’ do patrão, seja lá qual ou quem for. Ofereça sempre bombons recheados com licor de cereja e orquídea lilás, e principalmente não dê pistas sobre o motel que você frequenta. F I M
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Comentários dos leitores

Mundo cheio de lobos... Não uso chapeuzinho vermelho e viro uma fera violenta se tentarem "sujar' a minha água ou agir contra mim. Parabéns!

Postado por lucia maria em 21-09-2014

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