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TENTAÇÃO X NÃO TENTAÇÃO



					    
“Ir à Vila do Conde puxar um bonde...” - no início do século XX? Brincadeira infantil lusitana de que não sei o princípio ou o fim... Velhos cadernos universitários achados num sótão por vezes fantasmagórico sempre me são novidades. Segunda geração do Modernismo em Portugal. JOSÉ RÉGIO nasceu em Vila do Conde, extremo norte de Portugal, 1901 (se puxava bonde, não sei...) e formou-se na Faculdade de Letras de Coimbra. Primeiro livro de poesias em 1925, “Poemas de Deus e do Diabo” (cruz credo!); dois anos mais tarde, período da ditadura militar, foi um dos fundadores e ideólogos da revista “Presença”(1927/1940): no geral, evasionismo, acentua-se o desligamento do ‘autor’ (prosa, poesia) na realidade concreta do país; com o presencismo, psicologização do Modernismo em seu sentido conservador. RÉGIO - poesia conflitante, forças contrárias em Deus X Diabo, Bem X Mal, amor espiritual X amor carnal, Relativo x Absoluto. Intensidade da expressão lírica. Grande força dramática nos poemas “Cântico negro” e “Painel”. Admirador de MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO (nascimento em Lisboa, 1890, e suicídio em Paris, 1916) pelo subjetivismo conflituoso e pela introspecção, ou seja, em ambos, sentimento de inadaptação ao mundo, e em consequência retraimento, depressão e derrotismo. Cultivou também teatro, conto, novela, romance (destaque para a narrativa de contradições psicológicas, caráter idealista e místico: “Jogo da cabra-cega” - ) e crítica literária. 1---Poema PAINEL: “Era uma noite de luar medonho (...) E que tudo isto me parece um pesadelo!” Três personagens - Eu - “trêmulo e confuso, esmagado entre Deus e o Diabo - pequeno e miserando, olhos inocentes”; Deus - “rosto sereno e puro, figura peregrina feita de terra humana e de ascensão divina”; Diabo -“riso tenebroso, pés de cabra, chifres, pêlos, olhos sulfúricos, esfíngicos e belos, lascívia louca”. Relação entre eles - o “eu” sente-se esmagado entre os dois vultos desmedidos: Deus à direita, Diabo à esquerda. Figuras de linguagem -- antítese, “E sem o ver, eu vi-o” / pleonasmo, reforço, “todo inteiro”. 2---Poema CÂNTICO NEGRO: “Vem por aqui” - dizem-me alguns com olhos doces, (...) - Sei que não vou por aí!...” Problemática do homem perante Deus. Temática central da obra do poeta - conflito entre seguir Deus, seguir o Diabo, seguir os dois... ou construir seu próprio caminho: “Deus e o diabo é que me guiam, mais ninguém.” “A minha vida é um vendaval que se soltou.” Desde o início, intenso sentimento de solidão e estranhamento em relação ao mundo -- “olhos lassos” - cansados; “ironias”, zombarias; “redemoinhar”, rodar como redemoinho; “torrentes”, enxurradas: “facho”, archote Segmento “A minha glória é esta: / Criar desumanidade! (...) / Não acompanhar ninguém.” - ironia - houve crítica externa pelo anti-humanismo e individualismo, mas há um inconformismo do poeta que se dispersa pela abstração e fraqueza dos conceitos. Poeta dividido - Deus / Diabo... Simultaneamente, proposta de ruptura (não seguirá caminho predeterminado) & busca de ideal - preocupação em trilhar seu próprio caminho. “E cruzo os braços, / E nunca vou por ali...” Umbilical e teimosinho, hein? LEIAM meu conto “O advogado que declamava”. F I M
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Comentários dos leitores

Poetas português têm fama de levar o leitor ao inferno e ao céu ao mesmo sei. Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-05-2017

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