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GERAÇÃO (-ões) REBELDE (-s)-PARTE III



					    
Foram cerca de 10 mil hippies em São Francisco, na Califórnia, custando à cidade 35.000 dólares por... mês, pode? Tratamento gratuito no abuso de drogas, doenças infecciosas (antes da AIDS, era só do tifo à hepatite) e subnutrição. Jamais banho, cheiro percebido à distância, primitivismo tornando-os indefesos de qualquer vírus 4--HENRY MURGER - 1822/1861: viveu 39 aninhos... Geógrafo anônimo escreveu em meados do século XIX que a Boêmia, distrito no departamento do Sena, seria limitado ao norte pelo frio, ao sul pelo amor, a leste pela esperança e a oeste pela fome - parte de Paris, à margem esquerda do Sena, na Idade Média já era o Quartier Latin, estudantada das universidades só falavam latim entre si (minha doce e ingênua inveja é pecaminosa?): artistas, escritores, estudantes e marginais ali se instalaram e por volta de 1830 receberam o nome de “boêmios”; era gostoso brincar de “artista pobre” no meio da triste verdade, pobres os artistas e os... pobres. O verdadeiro boêmio, refratário aos valores burgueses da época, sofria fome, frio e morria cedo, geralmente de tuberculose, mundo descrito e sistematizado pela primeira vez no romance clássico “Cenas da vida boêmia”, 1849, de Henry Murger: grupo de amigos artistas passa por uma série de aventuras para sobreviver, arrancando dinheiro da sociedade burguesa sob expedientes complicados e engenhosos - cenas de comédia e alegre camaradagem terminam com a morte de Mimi, tuberculosa, e a tristeza de Rodolfo, seu amante (estou escutando no inconsciente os acordes de “La bohème”, de GIACOMO PUCCINI), enredo foi pretexto para Murger descrever um mundo seu conhecido. Filho um zelador de prédio, passou a vida em extrema pobreza, artistas e escritores paupérrimos ao redor. Ele analisava o “heroísmo humano” dos que morriam dizimados pela miséria” - hippies, entre o sonho medíocre da aposentadoria e a marginalidade (até a atualidade). Desinteresse em escapar a esse desfecho fatal se fizessem concessões às duras leis da necessidade - poetas sonhando com altos cumes X homem, proletário da vida, conquistando o pão de todo dia. Os “boêmios amadores”, para Murger, numa “existência cheia de seduções”: não jantar todos os dias, deitar-se sob as estrelas ou lágrimas nas noites chuvosas, no inverno roupas leves de algodão (pré-suicídio, eu acho), paraíso da felicidade humana - daí desertar da casa da família e da meta certa. Ele viu também semelhança característica entre hyppie e marginal: linguagem particular, mistura de conversa de atelier, jargão de bastidores teatrais e termos das redações de jornais: inferno da retórica, paraíso do neologismo. A publicação do livro lhe trouxe alguma fama, sucesso e dinheiro, mas sem abandonar os amigos e as noitadas nos cafés. - - - - - MOVIMENTOS SEGUIDORES DO EXISTENCIALISMO, HOJE CHAMADOS DE CONTRACULTURA (síntese) 1 - GERAÇÃO BEAT Grupo de artistas norte-americanos, em especial escritores e poetas, os BEATNIKS, ao final da década de 50 e começo de 60, levando vida nômade ou fundando comunidades:‘boêmios hedonistas’ em celebração à não-conformidade e à criação espontânea, sendo o embrião do movimento hippie, inclusive em fusão posterior. JOHN LENNON se inspirou na palavra ‘beat’ para batizar o grupo musical britânico “The Beatles” (Liverpool, 1960/70). 2 - MOVIMENTO HIPPIE Contracultura dos anos 60, em relativa queda de popularidade nos anos 60 nos Estados Unidos, embora com muita força no Brasil e outros países neste período final. Célebre frase do “PEACE AND LOVE” (PAZ E AMOR) - questões ambientais, prática de nudismo e emancipação sexual: idéias acatadas no mundo. Vida comunitária, socialismo libertário ou vida nômade, comunhão com a natureza, negação do nacionalismo e da Guerra do Vietnã e de todas as guerras, adesão ao budismo, ao hinduísmo e a religiões das culturas nativas norte-americanas (em desacordo com os valores tradicionais da classe média ou burguesia e da economia capitalista mundiais). Tempo do cabelo comprido, faixa na testa, roupa velha rasgada contra o consumismo exacerbado, calças boca-de-sino, camisas tingidas (corantes vegetais), roupas de inspiração indiana, cores berrantes em apologia à psicodelia, pés com sandálias rústicas ou descalços (sentir a força da terra), flor no cabelo, incenso e meditação com caráter simbólico e quase religioso, misticismo, uso de alucinógenos visando a liberação da mente, fome intelectual insaciável. F I M
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Comentários dos leitores

Foi-se a época -naté bonitinha - dos hippies, paz e amor, descartando as negatividades plantadas... Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-05-2017

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