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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE V



					    
Condições precárias da saúde pública em 1808 gerou a criação das duas primeiras escolas de medicina, no Rio e em Salvador, com formação dos profissionais em 6 anos - o cirurgião era menos conceituado que o médico clínico. Após a criação destas escolas, um dos primeiros tratados de anatomia foi escrito por um médico que era filho do padre musicista José Maurício Nunes Garcia, grande compositor de música erudita, bastante apreciado por D. João VI. População perto de 60 mil habitantes - capital, mas cidade ainda com ruas de terra, esburacadas, malcheirosas (falta de higiene nos matadouros próximos, cavalariças e cocheiras entulhadas de esterco, água estagnada nos quintais, corpos precariamente enterrados em igrejas ou covas rasas dos cemitérios) e iluminada por lampiões a óleo de baleia. Haja baleias! Chuvas e urubus eram os faxineiros, porém cidade inundada se chovesse muito (algo melhorou neste século XXI?), Ruas estreitas e tortuosas. As casas não tinham banheiro e esgoto, restos de cozinha e dejetos eram colocados em grandes barris carregados pelos escravos-tigres , despejados em valas, manguezais, rios ou praias. Água encanada em casas de ricos; pobres pegavam em bicas públicas de rua, ou chafarizes. Ar quente, úmido e sufocante, grande mosquitaria. Falta de higiene, muitas doenças - diarréias, verminoses, tifo, cólera e febre amarela! Muitos remédios caseiros, raramente eficazes, superstições como chá de percevejo para diarréia, moscas torradas e dissolvidas em água morna para os rins, óleo de rícino para intestino preso etc. Famílias ricas “fugiam” , indo morar em pontos altos da cidade. A maioria da população andava a pé indo de um lugar para outro, alguns a cavalo e minoria de pessoas usava a cadeirinha, fechada com cortininhas, individual, como sempre carregada pelos escravos... descalços. D. João VI entre preocupado... e assustado. O médico da Família Real, em 1808, fez um relatório sobre essa triste realidade, urgência em evitar o contágio pelas moléstias comuns na época e sugeriu o aterramento das regiões pantanosas no meio da cidade, o que imediatamente foi feito; ainda a construção de uma área de quarentena para escravos recém-chegados, possíveis portadores de doenças, e incluiu má conservação de alimentos nos açougues. No Largo da Carioca, uma então lagoa, lavava-se roupa, boa parte da cidade ao nível do mar, de modo que muitas vezes as águas afluíam para o interior. Todos foram obrigados a lavar as calçadas e limpar terrenos onde Jogavam lixo - lixo atirado ao mar aumentou a propensão de doenças entre os escravos, os tais tigres respingados de dejetos fecais. Tratamento genérico de diversas doenças eram sangrias, regimes e purgantes, com muitos sangramentos, dores atrozes e debilitantes; com a corte vieram poucos médicos, talvez 200 (clientela de melhores condições financeiras, povo que se vire!) - mesma função para barbeiros e cirurgiões nas sangrias, prática que veio da Europa, cadeira no meio da rua... Muitos médicos seguiam a prescrita medicina popular africana à base de ervas, até escravos curavam seus senhores... “médicos” improvisados aplicando ventosas e sanguessugas. E não é que geralmente dava certo? Em 1820, o cirurgião da Câmara, em outro relatório, agradece a D. Pedro I as providências tomadas no decorrer dos anos, ensina que o leite materno fortalece os bebês e condena a saúde das amas-de-leite , com divulgação através da imprensa recém-inaugurada. --------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: 1--Verdade - ou não - que os morros obstruíam a ventilação da cidade, foram-se a eles! Demolição do Morro do Castelo, em pleno centro do Rio, operação tardia, em 1922. 2--22 de março, Dia Mundial da Água. -- Projeto atual para restaurar, manter e preservar a Bica da Rainha (qual das duas mulheres?), no Cosme Velho, construída no início do século XIX para a rainha Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, tratando de um problema de pele naquela localidade, melhor usasse as águas ferruginosas que emanavam dessa fonte. passeio frequentemente realizado na companhia da Rainha-Mãe, d. Maria I. FONTES: Livro “Gente do Rio, Rio da gente”, 1996 --- “Febre, sangrias e purgantes” - Rio, revista “Nós da escola”, n.58/2008. F I M
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Comentários dos leitores

As falhas sempre se repetem - saúde pública é um assunto muito delicado até hoje. Boa pesquisa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 13-05-2017

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