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FANATISMO ENLOUQUECEDOR NÃO É EXATAMENTE FÉ



					    
Lenda num certo sentido atemporal, surgida em 1974, início da prática da união de curso primário + ginásio, e com novas repetidas narrativas, testemunhas garantindo reprises: *“Meninas, eu vi...” (Predominam mulheres no magistério.) (Alguém na atualidade não reconheceria o EDUARDO?) Na época, a loura da portaria / vaidade de recusar óculos aos 48 anos/ não teria reconhecido o prefeito ou o governador ou o presidente, jeans, camiseta, cabelo de garotão... sei lá... embora presença constante na mídia - super televisivos, fotografados - ... e não permitiu entrada. (Louras deslumbrantes são sempre admiradas e perdoadas.) Desde então, portas obrigatoriamente abertas nas escolas municipais cariocas. Assim, estória real não faz muitos anos, nenhuma representante ou divulgadora de ‘fashion week’ na escola, a mãe de sete filhos em séries descontínuas (“...prêmio divino”, palavras dela) entrou direta na secretaria da escola pública: mista, quatro andares, do jardim de infância ao nono ano. País laico, onde até religioso de outra linha ou agnóstico não pode (ou não deveria nunca) se envolver na seara alheia... Respeitar escolhas e filosofias de vida. Descrever não é desrespeito. Saia reta azul clara ‘varrendo’ o chão, blusa branca, tecido grosso, mangas compridas, sem decote, apenas a passagem reta para a cabeça, sandália de borracha sem vaidade, pendurada no pescoço uma cruz de madeira, velha, manchada, aparentemente roída......... Diretora MÍRIAM e adjunta ALITA falavam sobre compras particulares e a primeira queria saber com a segunda o preço de determinado batom vermelho recém adquirido. Também um perfume, preços escritos a vermelho, separadamente, apenas para saber. “Anotei no canhoto.......” A mulher estremeceu, literalmente pálida em segundos, fez o sinal da cruz no próprio peito e depois na direção das duas professoras. Mãe assinar boletim, levar filho caçula febril, pegar livro na biblioteca, tudo certo, sempre bem-vinda. Exaltou-se violentamente e gritou que a diretora era uma mulher digna, e nunca mais repetisse aquele ‘palavrão’ desencaminhador. Ela, sim, era “temente a Deus”, frase constante em assassina vitalícia na recente novela......... (Mãe dos 7 alunos já falava isso há anos, novelista teria ‘aprendido’ a expressão com ela... A mulher por acaso assiste agora na telinha... e “acredita”?) Diretora e adjunta com caras de ponto de interrogação, sem traduzir a cena quase teatral. Palavra, foi um espetáculo de histeria insana! Muita gritaria. Uma terceira pessoa, apenas espectadora, professora de História, entendeu a confusão, deu boas gargalhadas e “traduziu”: ‘canhoto’ é um dos nomes do diabo......... (Novas benzeduras!!!) Eram mal vistas e queimadas na fogueira as mulheres que usavam o lado esquerdo - se não para escrever, no mínimo para manejar a faca de cozinha. Tentaram em vão explicar que canhoto era o lado esquerdo do talão de cheques. Ela tapou os ouvidos, recusou-se a ouvir e no dia seguinte retirou os filhos para outra escola........ NOTA DO AUTOR: *”Meninos, eu vi” - Presença do índio na poesia de GONÇALVES DIAS, “I-Juca Pirama”, fase do Romantismo. Ao final, Canto X, o velho timbira conta a estória velha para um jovem guerreiro: E à noite, nas tabas, se alguém duvidava / Do que ele contava, / Dizia prudente: “Meninos, eu vi!” F I M
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Comentários dos leitores

Loucuras comuns na atualidade em que o ser humano se ilude fácil com palavras enfeitadas em que vigaristas prometem o céu aqui embaixo mesmo, a troco de absurdos dízimos de gente miserável e idiota. Parabéns!

Postado por lucia maria em 13-05-2017

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