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CAMÕES LÍRICO: SONETOS



					    
1---Voltando da Itália, onde estivera de 1521 a 1526, o poeta SÁ DE MIRANDA (1481/1558 - frequentou a Universidade de Lisboa e a corte do rei D. João III) introduziu em Portugal o soneto, a canção, a ode e a égloga, assim como o lirismo amoroso, a natureza personificada, as formas dramáticas eruditas da comédia e da tragédia, e popularizou as obras de DANTE (1265/1321) e PETRARCA (1304/1374), autores da Proto-Renascença, séculos XIII e XIV. 2---CAMÕES---“Sete anos de pastor Jacob servia / Labão, pai de Raquel serrana bela, (...) Dizendo: - Mais servira, se não fora / Para tão longo amor tão curta a vida!” --- Amor ideal, platônico, de Jacó por Raquel - o último verso (acima) é exemplar. Personagens bíblicas: estória do amor do pastor JACÓ pela filha de Labão, RAQUEL, irmã mais nova de Lia. Para casar-se com a amada, sogro o submeteu à condição de trabalhar para ele por sete anos; findo este prazo, pai entregou Lia - segundo a tradição, filha mais velha casar primeiro; mesmo desapontado, aceitou. Num segundo acordo, trabalhou mais sete anos... como se fossem apenas sete dias. 3---A filosofia de PLATÃO (429/347 a. C.) marcou toda a produção literária do Renascimento, muito influenciando sobre a lírica de Camões: sonetos e redondilhas de Babel a Sião. --- Platão concebeu dois mundos: o sensível, onde habitamos, e o inteligível, das divinas essências (Deus, o Belo, p Bom, a Sabedoria, o Amor, a Justiça etc. - no mundo sensível, as realidades concretas são simples sombras ou reflexos dessas essências - as almas são imortais e habitam o mundo Inteligível; caindo para o sensível, conservam uma recordação que podem avivar por meio da reminiscência. Assim, há uma constante busca do ideal, que é uma tentativa de ascensão do mundo sensível (das realidades concretas, meras imitações particulares) ao inteligível (da essência, a verdade universal). No mudo sensível, amores particulares no mundo inteligível, o Amor (essência, idéia), ou melhor, o Amor platônico, --- A partir do século XV, tentativa de aproximar a filosofia do platonismo dos princípios do cristianismo. 4---ALEGORIA DA CAVERNA---Num de seus discursos em “A República”, PLATÃO comparou os dois mundos - visível e inteligível -, comparando-os às sombras que se projetariam no fundo de uma caverna escura se por diante da entrada dessa caverna passassem objetos iluminados pelo sol. Do mesmo modo que entre as sombras projetadas por esses objetos e os objetos mesmos há um abismo de diferença e, sem embargo, as sombras são em certo modo partícipes da realidade dos objetos que passam; desse modo, os seres que contemplamos na nossa existência sensível, do mundo sensível, não são mais que sombras efêmeras, transitórias, imperfeitas, passageiras, reproduções ínfimas, inferiores dessas ideias puras, perfeitas, imperecíveis, indissolúveis, imutáveis, sempre iguais a si mesmas,cujo conjunto forma o mundo das ideias. 5---GILBERTO GIL, década de 70, compôs “Balada do lado sem luz”, música platonizante sobre a esperança de uma sociedade mais justa, livre e feliz (seria a idéia pura, mundo inteligível), em oposição à situação concreta de uma sociedade injusta e ditatorial, um mundo de trevas (mundo sensível): “O mundo da caverna, caverna escondida, / onde a luz da vida foi quase apagada; / o mundo da sombra, região do escuro, / do coração duro, da alma abalada, abalada...” 6---CAMÕES---“Amor é fogo que arde sem se ver, / É ferida que dói e não se sente, (...) Mas como causar pode em seu favor, / Nos corações humanos amizade, / Se tão contrário a si é o mesmo Amor?” --- Vocabulário: cuidar - imaginar, pensar, cogitar / desatinar - desvairar, endoidecer / favor - graça, obséquio / lealdade - sinceridade honestidade. --- Soneto lírico e reflexivo. ---Estrutura do poema - elementos correspondentes (ligeiras alterações na disposição gráfica e sequência das partes): fogo que arde - que não se vê / ferida que dói / que não é sentida / um contentamento - descontente / dor que desatina - e que não dói / um não-querer - mais do que querer bem / andar solitário - por entre a gente / nunca estar contente - porque se está contente / julgar que se ganha - quando se perde / querer estar preso - por (ter) vontade (de estar preso) / sendo vencedor, servir - a quem vence / ter lealdade - com que nos mata. --- Sensações ligam-se sempre aos sentidos e os sentimentos correspondem essencialmente à vida interior, pois são sentidos Logo: sensações que se contradizem) - fogo que arde - fogo que não se vê / ferida que dói - ferida que não se sente; sentimentos (idem) - contentamento - descontente / não querer - bem-querer / nunca estar contente -estar contente --- Significado global: afirmações contraditórias em relação ao amor e preocupação em defini-lo. 7---CAMÕES & AMOR---Um dos temas desta lírica: Amor visto como manifestação de carnalidade e idéia (neoplatonismo) e neste segundo caso a espiritualidade, é nítida a influência de PETRARCA e de DANTE, a mulher amada é retratada de forma idealizada, em constante adjetivação, m ser superior, angelical. Perfeito (=LAURA, amada por PETRARCA, e BEATRIZ, por DANTE). Poeta CAMÕES com vida atribulada, experiência concreta (do mundo sensível), canta não mais um amor espiritualizado e sim terroso, carnal e erótico (a Vênus em inúmeras poesias líricas e mais tarde em “Os Lusíadas”). Sendo impossível uma síntese desses dois amores, poeta se revela pelo uso abusivo de antíteses. 8---CAMÕES ---- “Aquela triste e leda madrugada, / Cheia toda de mágoa e de piedade, (...) Viu apartar-se de uma outra vontade, / Que nunca poderá ver-se apartada.” --- Decassílabos rimados --- antítese, “triste e leda (alegre); ao início, madrugada é alegre porque dá alegria, comunica luz e claridade, é brilhante e esplendorosa (marchetada); ao final, madrugada triste porque presenciou uma separação sofrida; assim como a madrugada separa a noite do dia, ela viu a separação de duas pessoas que se amam; separação provocou: “dor mútua, “lágrimas em fio”, de um e de outro “olhos derivadas”, e ouviu “palavras magoadas”; antítese “fogo frio” - a intensidade do relacionamento se torna fria devido à dor da separação - “almas condenadas ao descanso” porque se separam e o descanso é motivado pela ausência de luta, de objetivo e de ardor. 9---CAMÕES---OS LUSÍADAS - Canto III - Episódio de INÊS DE CASTRO - “Tu, só tu, puro amor, com tanta força crua, / Que os corações lusitanos tanto abriga. (...) Vede que fresca fonte rega as flores, / Que lágrimas são a água e o nome Amores” --- Mondego - rio que banha a cidade de Coimbra, às margens do qual Inês foi enterrada. --- Filhas do Mondego - as ninfas do rio, que choraram amargamente a morte de Inês, transformando suas lágrimas na fonte chamada Amores. --- Inês de Castro, dama de companhia de D. Constança, princesa de Castela que se casou com D. Pedro, príncipe herdeiro do trono português. Ele apaixonou-se pela moça, casando-se com ela secretamente , depois da morte da esposa. --- D. Pedro, cinco anos depois do assassínio (a mando de D. Afonso VI, pai dele, temeroso junto aos conselheiro, por motivos políticos, da influência que ela representava por pertencer à casa de Castela) e já rei de Portugal, fez desenterrar Inês e mandou que lhe fossem prestadas homenagens de rainha, sepultando-a depois num suntuoso túmulo, em cuja tampa via-se sua imagem ostentando a coroa real. FONTE: Recortes avulsos de diversos livros didáticos, sem identificação. F I M
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Comentários dos leitores

Ó, sim, ele amou todas e a todas eternizou nos poemas porque ainda não era tempo de e-mail secreto. Bom trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 20-05-2017

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