Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio KD Inovações Tecnológicas

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


EVOCAÇÃO DO RECIFE



					    
MANUEL CARNEIRO DE SOUZA BANDEIRA FILHO - Recifense, ainda Ariano de 19 de abril de 1886; jovem no Rio, estudos secundários, em 1903, Escola Politécnica de São Paulo; tuberculose, volta para o Rio, muitas vezes desenganado, peregrinação pelas melhores casas de saúde em estações climáticas do Brasil e Europa......... Namoradoríssimo discreto! Morreu em 1968 aos 82 anos. - - - - - Paulista ex-menino analisando ex-menino pernambucano... Fugacidade da vida, fluxo destruidor do tempo, pensamentos fluem sob emoção na memória (PROUST a partir de estímulo inicial: chá, Madeleine); reflexão do eu lírico; linguagem coloquial ‘quase’ prosa (literatura modernista). Poema escrito no Rio em 1925. “EVOCAÇÃO DO RECIFE - Recife / Não a Veneza americana (...) Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro como a casa do meu avô.” Identificação de uma herança de padrões românticos na literatura do Modernismo (Romantismo, culto do passado, emoções nobres / Modernismo, culto do passado, emoções ‘pobres’.) Enfoque temático - fluir do tempo Assunto - lembrança imprecisa, emocional - Recife, infância do poeta “Recife” - estímulo inicial - palavra puxa palavra, memória puxa memória “Veneza americana” - Veneza (cidade italiana da água) da América do Sul, rios Capiberibe e Beberibe dentro de Recife “Mauristaad (...) Índias Ocidentais (...) Recife dos Mascates (...) das revoluções libertárias” - Cidade de Maurício (de Nassau), tempo invasão holandesa a partir de 1621, Guerra dos Mascates em 1710 que envolveu comerciantes da capital e a aristocracia de Olinda, várias revoluções liberais no início do século XIX “Recife dos Mascates” - portugueses negociantes e especuladores” “o Recife que aprendi a amar depois” - poeta estudante (no Rio) ou já adulto “sem história nem literatura” - verdadeiro, não mitificado “Recife da minha infância” - tema particular TEMPO 1 - INFÂNCIA “A rua da União onde (...) mexericos, namoros, risadas” - temáticas particulares de elementos antes considerados ‘apoéticos’ - “Aninha Viegas, Totônio Rodrigues” - vizinhança amiga é nomeada - tese modernista da ausência de preconceitos quanto à fonte de inspiração “A gente /linguagem popular/ brincava” - ele e amigos “Coelho cai! Não cai!” / Roseira, dá-me uma rosa.........” - brinquedos populares, incorporação de versos infantis, relação entre texto e programa modernista de assimilação das formas populares de expressão, folclore nacional (=Romantismo) “as meninas politonavam” (não é neologismo) - vários timbres de voz “(Dessas rosas muita rosa terá morrido em botão...)” - metáfora, verbo no futuro, melancolia, pensamento atual do poeta “De repente / nos longes da noite / um sino” - mensagem poética: dois ou três badalos, pausas, expectativa da mensagem “Uma pessoa grande dizia: Fogo em Santo Antônio! Outro contrariava: São José! (...) menino porque não podia ir ver o fogo.” Bairros antigos centrais de Recife - vida real, tema antes considerado apoético - valorização da espontaneidade criadora (=Romantismo) TEMPO 2 - ADOLESCÊNCIA “eram lindos os nomes das ruas” - lirismo, poesia, evocação pura, contraposição passado/presente, tempo do enunciado “hoje (...) dr. Fulano de Tal” - humor, tonalidade crítico-irônica, contraposição passado/presente, tempo da enunciação “Atrás da casa ficava a rua da Saudade (...) fumar escondido / Do lado de lá era o cais da rua Aurora (...) pescar escondido” - prazer maior do proibido “Capiberibe - Capibaribe” - expressiva alternância vocálica, liberdade de forma de expressão no vocabulário, no ritmo e nos versos sem medida ou rima (perto de texto em prosa), forma ideal para concretizar o fluxo da memória “Lá longe o sertãozinho de Caxangá” - transporte difícil à época, subúrbio regional “moça nuinha no banho (...) coração batendo” - descoberta da sexualidade, descoberta do sexo, sensações eróticas “Foi o meu primeiro alumbramento” - maravilhanmento, lirismo “Cheia! As cheias! /regional, não urbanidade/ Barro boi morto árvores destroços /gradação do que ele vê/ redemoinho sumiu” - ritmo psicológico nas citações, enumeração caótica (sem vírgula) vocabular, palavras prosaicas “pegões da ponte do trem de ferro” - pilares, apoios dos arcos da ponte, veiculo antigo “Novena / cavalhadas” - regionais, torneios medievais, folclore “menina (...) mão dos meus cabelos” - cafuné, carinho, romantismo “Capiberibe - Capibaribe” - nome do rio e como se fala por lá “Rua da União onde todas as tardes (...) preta das bananas com o xale vistoso da pano da Costa (...) vendedor de roletes de cana / O do amendoim que se chamava midubim” - temas cotidiano, temas apoéticos, regionalismos, ambulantes anônimos, Costa do Marfim / África, pronúncia popular da mercadoria “Me lembro de todos os pregões: Ovos frescos e baratos (...) uma pataca” - pronome no início da frase (erro gramatical, linguística permite), publicidade cantada oralmente, dupla adjetivação, antiga moeda (40 réis) TEMPO 3 - MATURIDADE, de espírito crítico “Foi há muito tempo...” - ele cai na realidade temporal e especial “livros” - língua formal, norma culta ditada pela gramática, langue “língua errada do povo” - sentimento do homem da terra, parole, errada sob o ponto de vista da gramática “língua certa do povo (...) fala gostoso o português do Brasil”” - valorização da língua aqui falada, nacionalismo da língua brasileira “nós (...) macaquear a sintaxe lusíada” - poeta incluso nos intelectuais imitadores de Portugal, crítica ao vernáculo usado em literatura, presença do humor e da linguagem coloquial “uma porção de coisas que eu não entendia bem” - poeta ainda criança, síntese da fluidez da evocação “Recife... / Rua da União... / A casa de meu avô...” - do maior para o menor: cidade, rua, casa - familiares e amigos, saudosismo romântico - viagem no tempo é um périplo no espaço, poema começando e fechando com o nome da cidade “Nunca pensei que ela acabasse! Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro como a casa de meu avô (..) “avô morto, Recife morto”- sonho impossível, desejo, evasão, nada é eterno, identificação ‘avô-cidade’, nacionalismo & patriarcado, imaginação com traços românticos: culto ao passado - - - - - Um pouco de latim Presença temática em MANUEL BANDEIRA, em especial nos poemas EVOCAÇÃO DO RECIFE e PROFUNDAMENTE: “Ubi sunt” --- onde estão? F I M
Copyright ATHINGANOI © 2017
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 27 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Adorável Bandeira, já falei. E o ruim é só conhecer de foto e de leitura e saber que cronistas semi idosos de agora foram alunos e falam como quem lembra um tio íntimo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 20-05-2017

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.