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MANUEL BANDEIRA no geral



					    
No Rio de Janeiro, lecionou Português no Colégio Pedro II a partir de 1938 e Literatura Hispano-Americana na Universidade do Brasil (atual UFRJ) a partir de 1943, aposentado em 1956. Precursor e integrante no movimento modernista, foi elemento de equilíbrio, abrindo caminho a experiências renovadoras desde 1912 com o uso sistemático do verso livre. Homem de vasta erudição, tradutor de várias línguas, professor, conhecedor da cultura hispano-americana e crítico literário cuidadoso. Seu conhecimento da tradição literária permitiu “confeccionar” hai-kais, cantigas em estilo medieval, sextilhas e rondós. E super sonetos......... “Hai-kai tirado de uma falsa lira de Gonzaga - “Quis gravar “Amor” / No tronco de um velho freixo / “Marília” escrevi.” Dizia de si próprio: “Sou poeta menor, perdoais”. Nada disso, nunca! Impossível separar autor e obra, poesia impregnada de individualismo, enfado, frustrações, angústias, cansaço e tédio - do outro lado, poesia social que retrata o povo, trabalhadores, pobres e marginalizados, idealização de um mundo melhor, um canto de solidariedade... todos falando o bom português do Brasil... tudo com humor, ironia por vezes amarga, brincadeiras, ainda assim com ceticismo, tristeza e alegria dos homens, solidão, nostalgia e “alma amargurada e triste” (palavras dele). Temas importantes: lembrança dos vultos familiares, o cotidiano registrado poeticamente, sua condição solitária pela doença, visão lírica da mulher, a morte. Eis aqui tudo o que pesquisei arduamente, li e descobri sobre as obras dele: Colaborador da imprensa desde 1926, só em 1935 a saúde lhe permitiu atividade profissional regular, tornando-se inspetor federal de ensino. Em 1936, cinquentenário é comemorado na importante publicação “Homenagem a Manuel Bandeira”, principais literatos testemunhando sua importância literária. Muitos livros......... --- Em poesia: A CINZA DAS HORAS (1917) - primeira obra, poemas ainda à moda parnasiana e simbolista, metrificação cuidada, suave perfeição das quadras de redondilhas, mas com algumas novidades expressivas: tom irônico e incorporação do cotidiano; essa última, característica mais marcante de toda sua obra - exemplo: “Aquele pequenino anel que tu me deste / - Ai de mim - era vidro e logo se quebrou. / Assim também o eterno amor que prometeste.........” CARNAVAL (1919) - lirismo perpassado de amargura: “Epílogo - Eu quis um dia, como Schumann, compor / Um Carnaval todo subjetivo: (...) O de Schumann é um poema cheio de amor. / E de frescura e de mocidade... / E o meu tinha a morte morta-cor / De senilidade e da amargura... / - O meu Carnaval sem nenhuma alegria!...” RITMO ABSOLUTO (1924) - verso livre sem métrica ou rima, com musicalidade e riqueza lírica, mágicos temas populares do cotidiano livro integrado à estética modernista, sua maior característica a incorporação do dia-a-dia, o corriqueiro e cotidiano, e LIBERTINAGEM (1930), ruptura definitiva com os modelos parnasianos: dentro do espírito combativo do primeiro período do Modernismo - nova concepção da vida, do mundo e de si mesmo: “Não sei dançar - “Uns tomam éter, outros cocaína. / Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria. / Tenho todos os motivos menos um de ser triste, / Mas o cálculo das probabilidades é pilhéria...” ----- incorporação da linguagem popular e do fato corriqueiro no fazer poético: “Macumba de pai Zusé - Na macumba do Encantado / Nego veio pai de santo fez mandinga / No palacete de Botafogo / Sangue de branca virou água / Foram vê estava morta!” --- Outros poemas famosos: “Poética”, “Pneumotórax”, “Evocação do Recife”, “Irene no céu”, “Vou-me embora para Pasárgada”... POESIAS (1924). ESTRELA DA MANHÃ (1936) - muita seriedade criadora e maturidade técnica, diversificação de temas, recuperação de técnicas; visão de dois mundos; o ideal do sonho, onde habita o que está por ser atingido, e o material, realidade das ruas, transparência lírica: “Eu quero a estrela da manhã (...) Meus amigos meus inimigos / Procurem a estrela da manhã (...) Procurem por toda parte.........” POESIAS ESCOLHIDAS (1937). POESIAS COMPLETAS (1940, 1944e1948). LIRA DOS CINQUENT’ANOS (1944). BELO BELO (1948) - poeta na sua serenidade: “Mas para quê / Tanto sofrimento / Se nos céus há o lento / Deslizar da noite?” MAFUÁ DO MALUNGO (1948ou1952). OPUS 10 (1952) - poeta com 66 anos, mais lúcido que nunca, belos poemas, paisagem espiritualizante, suave como a santidade, homem padecido e vitorioso do próprio sofrimento, em “Consoada” e “Lua nova”. OBRAS POÉTICAS (1956). ESTRELA DA TARDE (1958, 1959, 1960ou1963) - espírito inquieto modernista, renovações de seu tempo, constante busca de novas formas de expressão, experimentações com signos linguísticos; poemas (últimos?) em que declara sua missão cumprida, olha o passado, com retalhos de versos seus, e traduz sua vida e sua arte, numa verdadeira antologia. ESTRELA DA VIDA INTEIRA (1963ou1966). MEUS POEMAS PREFERIDOS (1966). --- Em prosa /crônicas, ensaios, crítica, traduções e obras didáticas de nível superior/, com muita divergência entre as datas, destaque para: CRÔNICAS DA PROVÍNCIA DO BRASIL (1936), GUIA DE OURO PRETO (1938), LITERATURA HISPANO-AMERICANA (1939ou1949), NOÇÕES DE HISTÓRIA DAS LITERATURAS (1940), GLÓRIA DE ANTERO (1943), APRESENTAÇÃO DA POESIA BRASILEIRA (1944), GONÇALVES DIAS (1952), ITINERÁRIO DE PASÁRGADA (1954ou1957, DE POETAS E DE POESIA (1954), MÁRIO DE ANDRADE (1954), FRAUTA DE PAPEL (1957), POESIA E PROSA (1958), ANDORINHA, ANDORINHA (1966) e OS REIS VAGABUNDOS E MAIS 50 CRÔNICAS (1966). Grande BANDEIRA, desde 1968 desfraldado no céu! F I M
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Comentários dos leitores

Conheci uma pessoa que relatava de outra ter sido aluna dele e imaginei concretamente a cena. Tive a emoção de ouvi-lo no disco - descobri a fonte de onde um admirador me recitava ao telefone... Parabéns!

Postado por lucia maria em 20-05-2017

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