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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE VII



					    
Na segunda metade do século XIX, os ídolos do esporte brasileiro eram os CAVALOS, o turfe atraindo multidões e na década de 1890 havia 5 hipódromos no Rio de Janeiro, cerca de um terço da população apostando em corridas de cavalos. O TURFE foi nosso primeiro esporte moderno, início em 1810, corridas organizadas na praia de Botafogo por ingleses chegados ao Brasil há dois anos com a Família Real. Em poucos anos, a cidade se modernizou em termos arquitetônicos, urbanísticos e de costumes, clubes de hipódromos passando a ter importante papel; 1-primeiro fundado em 1849, o Club de Corridas, destinado à prática do turfe, mais tarde nome mudado para Jockey Club Fluminense, no atual bairro de São Francisco Xavier, e se tornou um dos maiores da cidade; 2-equivalente em tamanho e popularidade, o hipódromo do Derby Club, em parte área hoje ocupada pelo Estádio do Maracanã, tendo como dirigentes membros da elite carioca /rivalidade: Derby, preferido das novas elites industriais e comércio em ascensão X Jockey, das antigas elites cafeeiras/; 3 e 4-hipódromos menores em Vila Isabel, ocupando a área do antigo Jardim Zoológico - o Turfe Club e o Hipódromo Nacional, frequentados pela classe media alta; 5-Prado Guarani, em São Cristóvão, da classe média baixa, ih, gente, com muitas brigas e quebra-quebras. --- Esporte podia ser da elite sócia de clubes, mas sem condições de comprar cavalos; estes hipódromos serviam para encontros dos segmentos sociais, assentos específicos, arquibancadas divididas em quatro partes -a melhor para a imprensa, divugadora do evento, duas partes próximas reservadas à Família Real (até 1889...) e sócios granfinos, e a quarta parte, maior,para as camadas populares, o povão... Todos botavam dinheiro nas apostas e até aceitavam perder honestamente, mas se percebessem tribofe (falcatrua na corrida) surgia logo quebra-quebra. --- O clube era um divertimento familiar, participação social, saudável e num certo sentido aristocrático - ambiente para mulheres também, um colorido à parte, desfile das melhores roupas e chapéus de abas largas, em especial nos dias de grandes prêmios internacionais, como o futuro anual Grande Prêmio Brasil, criados em 1933. (Cavalos não mais nas cocheiras, chegados de véspera agora, nacionais e internacionais, abrigados no centro de treinamento.) --- Ser jóquei podia não ser um emprego de grande categoria e prestígio, mas oportunidade para os ‘leves e magrinhos’. (Mesmo nos nossos dias, esse aspecto do turfe não mudou muito,) --- No tempo de D. João VI, o Rio era uma cidade rural, núcleo urbano incipiente (inicial) e os hipódromos atraíam pessoas; aos poucos, veículos naquelas direções - bondes, trens -, moradias próximas, comércio desenvolvido. --- Nos anos de 1920, restaram apenas o Derby e o Jockey, sobreviventes com dificuldades financeiras - fundiram-se e surgiu o JCB, Jockey Club Brasileiro. O Estado cedeu o terreno pantanoso (hoje quem imaginaria?) que vinha sendo aterrado desde o desmonte do Morro do Castelo, era 1919, e então /idéia de Linneo de Paula Machado, então presidente do clube/ construiu-se devagarinho o Hipódromo da Gávea, na rua Jardim Botânico, estilo Luís XV, dando a “largada” (linguagem turfística!) para a valorização do bairro e ocupação imobiliária da Lagoa Rodrigo de Freitas e bairros vizinhos, na época apenas fábricas (a maior, Corcovado, tinha 13.000 empregados) e vilas operárias, muito antes de existir o Cristo Redentor... O trato de Linneo foi a prefeitura ficar com o antigo terreno do Derby e em troca o Jockey executou o projeto da orla da lagoa... Projeto arrojado, marquise da tribuna social com 23 m de extensão, a maior da época - inauguração no dia 11 de julho de 1926. Entre as arquibancadas e a pista, um amplo pátio ajardinado. --- Desde então, tribunas sempre cheias, muitas vezes com a presença até de presidentes da República - hoje público menor com apostas feitas em agências de bairros com aparelhos de tevê. --- Popularidade competitiva na passagem para o século XX, esporte em geral como promotor de saúde, e foram surgindo democraticamente modalidades e atividades ao ar livre, como futebol, ciclismo, atletismo, natação e remo. --- O JCB tornou-se importantíssimo ponto turístico da cidade, atração instalada em bela paisagem. --- Como todo esporte, o turfe tem seu vocabulário próprio: avião - cavalo muito corredor; barbada - o grande favorito - se ganhar, prêmio menor; cânter - galope de apresentação antes da largada; padock - local onde os corredores caminham, puxados pelos cavalariços, antes da ida para a pista; disco - linha de chegada, onde são decididos os páreos, o vencedor chega em primeiro lugar; fotochar - foto tirada em frente ao disco, onde fica localizado um espelho e nas chegadas mais difíceis é fundamental para identificação do vencedor; matungo - cavalo ruim que corre pouco e é um dos últimos colocados; partidor - conjunto de boxes onde os cavalos ficam alinhados, lado a lado, nenhum misturado para a largada; starter - responsável pelas corridas - pessoa de grande importância pois tem que ‘sentir” o momento exato de abrir os boxes; toureiro - jóquei que não costuma jogar limpo e aceita propina que prejudica os adversários no percurso; puxada - jóquei não empenhado para conseguir melhor colocação. NOTA DO AUTOR: Na “pré-história”, antes da Família Real, o local se chamava Lagoa de Sacopepan, cinco aldeias de índios tamoios, com fim trágico, vestígios encontrados nas escavações de 1991; em 1575, o governador queria terras para plantar cana-de-açúcar, jogou no terreno roupas infectadas com varíola, índios tiveram a curiosidade de vesti-las......... e foram dizimados. O local passou por muitos donos, até que em 1702 a herdeira de toda a região (Humaitá, Leblon e Lagoa), 31 anos, casou com o cavalariço, 16 anos; ao ficar viúvo, resolveu dar seu nome à lagoa Rodrigo de Freitas. FONTES: Folheto colorido “Jockey Club, Rio” - Riotur, sem data --- Livro “Gente do Rio, Rio da Gente”, 1996 --- “Jockey Club comemora 80 anos na Lagoa” - Rio, jornal O GLOBO, 16/7/2006 --- “O nome da lagoa” - Rio, revista NÓS DA ESCOLA. SME, n.46/2007. F I M
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Comentários dos leitores

Assunto dos meus antepassados a perder de vista, apenas eu não sabia corrida de cavalos desde 1810. Boa publicação. Parabéns!

Postado por lucia maria em 21-05-2017

Assunto dos meus antepassados a perder de vista, apenas eu não sabia corrida de cavalos desde 1810. Boa publicação. Parabéns!

Postado por lucia maria em 21-05-2017

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