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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE IX



					    
Ruas, becos antigos, lembranças do passado histórico e pitoresco do Rio de Janeiro... 1--Era uma época antiga, uns 400 anos passados, Rio ainda colônia portuguesa. O calçamento de 40 metros era conhecido como pé de moleque (também conhecido por fazer parte do patrimônio arquitetônico de Paraty/RJ, século XVIII), pedras em formatos irregulares batidas nas ladeiras do Morro do Castelo, 1567 (ou1617?), data da refundação da cidade, diversas ruas começando a ter forma - como sempre, a tarefa de transportar pedras era das mulas e a de fazer piso era... dos escravos descalços - muito suor, sangue e lágrimas... Origem do nome pé de moleque? Referência ao doce árabe (Portugal invadido em 711) ou filhos de escravos como ajudantes ou possibilidade do grito de certas doceiras ante a tentativa de ‘mão leve’... “Pede, moleque!” O morro foi derrubado em 1922, reforma urbanística, conservada pequena parte do calçamento inicial, na Ladeira da Misericórdia, lugar mais antigo do Rio, perto da Praça XV, centro da cidade - o Largo da Misericórdia não é significativo hoje: a ladeira que levava ao Morro do Castelo, hoje não leva a lugar nenhum, entretanto foi o início da história da saúde no Rio: Hospital Nossa Senhora da Misericórdia, ao lado da igreja, década de 1580, para tratar de integrantes de uma frota espanhola (depois, D. João VI criou no país o primeiro curso de medicina). Lugar pisado pelos primeiros governadores, religiosos e escravo, até o cemitério da cidade existiu ali. No local, ainda a Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso, do século XVI, santuário feito de taipa e adobe, técnicas resistentes ao clima carioca, algumas modificações no século XVIII - alguns altares do tempo dos jesuítas, belíssimos exemplares dos séculos XVI e XVII, estilo maneirista; essa igreja tinha a primeira imagem de Nossa Senhora de Copacabana, levada depois para o Forte. Ainda hoje mesmo calçamento em outros bairros antigos, como Saúde (ao longo dos anos, peregrinos subiam descalços em pagamento de promessa a N. S. da Saúde), Morro da Conceição, na Zona Portuária (Rua Jogo da Bola), Santa Teresa (Rua Santo Alfredo, perto do Largo das Neves) e Cosme Velho (beco que leva ao Largo do Boticário), é menos notado... pequenas alterações, mais a favor do moderno que do histórico. 2--Praça XV - Lugar histórico, nome oficial Rossio do Carmo, onde em 1590 os padres carmelitas instalaram seu convento, então extenso areal à beira-mar, e construíram a Ermida de Nossa Senhora do Ó - em 1700, o governo do Rio de Janeiro adquiriu deles casas térreas para a instalação de armazéns gerais, reformados e ampliados em 1743, abrigando a Casa dos Governadores ou Vice-Reis. --- A Praça XV sediou o poder de 1743 a 1889. Em 1808, com a chegada da Família Real portuguesa, transformou-se em Paço Real, adaptado para residência de D. Maria I, e o nome da praça passou a ser Largo do Paço. Tem a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, de 1752, no corredor lateral as cinzas de Pedro Álvares Cabral, transformada em Capela Real (Catedral Metropolitana até 1976) por D. João VI em 1808; também a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, início da construção em 1755, fachada barroca, preciosidades como altar-mor com frontal de prata maciça, dois lampadários lavrados de prata e a Capela do Noviciado; também a Igreja Santa Cruz dos Militares, de 1780, com museu de arte sacra, na fachada réplica de estátuas de Mestre Valentim. --- A praça foi palco e cenário de celebrações, como coroações de D. Pedro I e D. Pedro II, casamento reais, o batizado da Princesa Isabel, também testemunhou o Dia do Fico, a assinatura da Lei Áurea, isto é, Abolição da Escravatura em 1888 e o comunicado da deposição de D. Pedro II e consequente extradição e partida familiar e de auxiliares para o exílio em 1889 - curiosamente, pelo mesmo cais Pharoux, chegou D. João VI e partiu D. Pedro II. --- Vários nomes: Várzea, Terreiro do Carmo, Rossio do Carmo, Praça do Carmo, Terreiro da Polé e, durante o Império, Largo do Paço. --- No largo ou praça, pintada por Debret, o Paço Real ou Imperial, erguido em 1743, e o Chafariz da Pirâmide, de Mestre Valentim, estilo rococó, torre com uma pirâmide ornada com um globo terrestre que representa o poderio do rei de Portugal, inaugurado em 1789, a pedido do vice-rei - esse chafariz recebia água do Rio Carioca e vinda do Morro de Santa Teresa através do Aqueduto da Carioca, desviada por canos de pedra por toda a Rua do Cano (atual Sete de Setembro) até o chafariz à beira-mar que abasteça os navios (trabalhoso e complicado, não?). O nome atual, Praça XV, é, evidentemente, homenagem à República. --- Livros antigos registram no local térreo, século XVII, o melhor ferreiro da cidade e também a primeira planta do Rio em escala, 1713. Através da arqueologia, descobriu-se no Paço a Casa da Moeda e o Armazém, del Rei. --- Na atualidade, no largo e proximidades, além das igrejas, incluir: o Paço transformado em centro cultural, com farta biblioteca, exposições temporárias, manifestações musicais, espaço para seminários e palestras, também restaurantes; o antigo convento, remanescente do conjunto dos carmelitas, é uma faculdade; Arco do Teles, último arco da cidade, passagem sob antigos sobrados e palacete dos Teles de Menezes, acesso para a Travessa do Comércio, com casarío assobradado, resistiu a um incêndio em 1790, porém queimados documentos do Senado que ficavam ali; Igreja da Lapa dos Mercadores, templo construído pelos comerciantes em 1747, tendo na torre o mais antigo carrilhão da cidade; o estreitíssimo Beco dos Barbeiros, do tempo das igrejas; o Palácio Tiradentes (Assembleia Legislativa), mescla de estilo francês e neoclássico, local da cadeia velha onde Tiradentes viveu seus últimos dias, tem a estátua do Mártir da Independência; a Igreja de São José, erguida de 1808 a 1824, fachada e sacristia datadas de 1883, potente conjunto de sinos, santo já venerado naquele local desde 1608, em capela rústica de barro; monumento ao general Osório, fundido com bronze de canhões tomados aos paraguaios; perto da estação de barcas e aerobarcos, construído conjunto arquitetônico entre 1904 e 1912, estátua equestre de D. João VI, oferta do governo português em 1965, no IV Centenário do Rio. FONTES: Folheto “Alguns aspectos do centro da cidade” - Rio, SENAC, sem data --- Folheto colorido “Algo de novo no velho Rio” - Riotur, sem data --- Livro “Gente do rio, Rio da Gente”, 1996 --- “Passado e presente, o tesouro que o tempo preservou”, “A redescoberta da Praça XV” e “A força do pé de moleque” - Rio, jornal O GLOBO, 1/3 e 12/1014 e 2/10/16. F I M
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Comentários dos leitores

Rio reconstituído recentemente na televisão. O Paço Imperial é gigantesco, palco atual de muitos espetáculos. Lanchonetes? Ah, sim, convido você para o cappuccino quente e bolo gelado. Parabéns!

Postado por lucia maria em 27-05-2017

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