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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XI



					    
HERANÇA AFRICANA 1---“Pedra do Sal, quilombo urbano” foi um dos quatro trabalhos escolares vencedores do concurso Tesouros do Brasil, realizado por uma equipe de alunos de escola carioca municipal, sob o patrocínio do IPHAN em 2006, gigantesca pesquisa nacional sobre o acervo de comunidades, à procura de tesouros ocultos ou despercebidos pelo público. O objetivo do concurso foi valorizar o patrimônio histórico, natural, cultural, artístico e afetivo do Brasil, redescobrindo o acervo de bens culturais que tenham relevância para a identidade cultural do bairro, cidade ou região. O patrimônio cultural de um país é formado por bens materiais (prédios, construções históricas e intervenções da comunidade sobre o espaço físico) e imateriais (conhecimentos enraizados na memória da comunidade através de seu cotidiano ao longo do tempo, reproduzidos através de festas, manifestações artísticas e outros rituais) que remetem à identidade e à memória de seu povo. --- Esse quilombo urbano fica no pé do Morro da Conceição, bairro da Saúde, perto da Praça Mauá, lugar onde os negros eram negociados como escravos logo que desembarcavam no porto do Rio de Janeiro, vindos da África ou da Bahia. Na área vivem hoje famílias descendentes. Nestes arredores do centro do Rio, surgiu grande parte da cultura popular carioca - local de memória triste: escravos sofriam todo tipo de humilhação e violência, submetidos a trabalhos forçados extenuantes. --- Os escravos das fazendas, de um modo geral e em todo o Brasil, não aceitavam a situação passivamente, muitos fugiam mato a dentro, passaram a sobreviver de caça e pesca ou plantando e criando animais, em comunidades chamadas quilombos. --- Após liberdade formal em 13 de maio de1888, fizeram da Pedra do Sal ponto de encontro para rituais, cultos religiosos e rodas de batuque - berço do samba carioca no final do século XIX, ao início do século XX sambistas já famosos - João da Baiana. Donga. Piinguinha... ali se reuniam para compor. Nas imediações, o sal era desembarcado e comercializado, daí o nome Pedra do Sal; quilombo urbano porque já era espaço para preservação da identidade cultural mesmo antes da abolição da escravatura. Foi exatamente na Zona Portuária que surgiu, após o 13 de maio, a Pequena África, ambiente autônomo e peculiar, consolidado por manifestações culturais (lavagem da Pedra, carnaval e rodas de capoeira), cidade negra que se estendeu até a Cidade Nova, como resistência de um povo. 2---Desde 2014 nos trabalhos de restauração da Zona Portuária, dezenas de equipes de arqueólogos desencravaram cerca de 1,5 milhão de peças, vestígios de uma super história material - pedaços de louças, faianças, cachimbos, anéis religiosos de piaçaba, fragmentos de ferros de passar, bules, xícaras, vidros de perfume, tinteiros e muitos outros artefatos (releiam ESTÓRIAS... - Parte XI), material a ser reunido no LAAU, que funcionaria um galpão da Gamboa, aberto ao público - tudo limpo, identificado, embalado, etiquetado e separado em mais de mil caixas plásticas por área de escavação, futuro incerto com mudança administrativa municipal iniciando-se 2017. --- Área de 3,5 mil m2, reservada para reserva técnica, laboratório de pesquisa arqueológica local para exposições e auditório para conferências e palestras - áreas de trabalho com paredes de vidro para o público ver a ação dos arqueólogos, do lado de fora uma vitrine exibindo artefatos do acervo. --- No galpão, guardados achados que ajudam a contar a história da urbanização da cidade - entre outros, a pedra fundamental das docas de D. Pedro II, de 15 de setembro de 1871, com moedas de ouro e o diário oficial da época do Império, também canhões e balas, além de navios resgatados na área da rua Sacadura Cabral. Pesquisas previstas para futuros 15 ou 20 anos. Cais do Valongo, candidato a Patrimônio da Humanidade. 3---O Museu da Escravidão já tem a primeira de seu acervo, um cadeado de senzala do final do século XIX. encontrado numa fazenda em Valença em ótimo estado de conservação, doado à Secretaria Municipal de Cultura. O museu ficará em frente ao cais do Valongo. FONTES: Livro “Gente do Rio, Rio da Gente”, 1996 ---“Tesouro na Zona portuária” - Rio, revista NÓS DA ESCOLA, SME - ano 3, n.37/06 --- “Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana, uma idéia encaixotada” - “A primeira peça do museu” Rio, jornal O GLOBO, 6/11/16 e 11/2/17. F I M
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Comentários dos leitores

Você é mágico ou profeta? Pelos 100 anos do samba, latinhas de cerveja homenageando os bairros mais criativos e esta manhã arrumei na prateleira justamente a da Pedra do Sal. Bom trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 28-05-2017

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