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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XII



					    
A Lagoa Rodrigo de Freitas não “nasceu” palco de remo e canoagem. Após cerca de dez anos, ainda intacta, Estácio de Sá chegara no comando entre 1520 e 1567, em 1575 fundou-se um engenho de açúcar, sendo proprietário o rei de Portugal, desbravamento das terras da hoje badalada zona sul carioca. Dava prejuízo à coroa portuguesa, então foi vendida a uma família e em 1808 D. João VI a tomou de volta, isto é, desapropriou, fundou uma fabrica de pólvora e bem perto o Jardim Botânico incentivando pequenos aglomerados urbanos ao redor da lagoa, progresso da região, bairros Jardim Botânico, Gávea, ao final do século XIX Ipanema e Leblon. Origem do nome Rodrigo de Freitas: Em 1598, a Corou vendeu o engenho e o novo dono chamou de Engenho do Amorim; em 1609, novo dono, Engenho do Fagundes, cuja bisneta, 35 ou 31 anos (pesquisas controversas) casou com um oficial da cavalaria (ou um simples cavalariço) de 18 (ou 16?) anos e em 1712 o engenho recebeu o nome dele. Aterrada, foi perdendo quase a metade da sua área aquática, 4,46 milhões de km2, construiu-se o Jockey Club, passou a 2.4 milhões de km2. Eram muitas chácaras, porém apenas uma ao lado esquerdo da rua Jardim Botânico e as terras avançaram sobre a lagoa, produzindo leite inclusive para as outras chácaras e o bairro vizinho, Botafogo. A Chácara (hoje Parque) foi comprada pela família em 1826 e um descendente, industrial, casou com uma cantora lírica italiana e ergueu nos anos 1920 um palacete, não tiveram filhos, viúva proprietária em 1941, plena II GM, Brasil declarou guerra ao Eixo, do qual fazia parte a Itália e o governo Vargas confiscou o ‘império’ Lage, confiscou tudo, falência geral das empresas um ano depois. Em 1936, o arquiteto Lúcio Costa sugeriu a construção de uma cidade universitária em cima da lagoa, projeto rejeitado por dificuldades técnicas e alto custo. --- Até o final do século XVIII, Copacabana era uma área de chácaras, imenso areal, restinga com cajueiros, jambeiros, pitangueiras, cactus e palmeiras anãs, porém de localização estratégica contra invasões de piratas e foram construídos o Forte do Vigia, no Leme, e outros no Morro da Babilônia, o da Ponta da Igrejinha (atual Forte de Copacabana) e o Inhangá. --- Em princípio da década de 1590, um nobre militar apelidado de Botafogo prendeu em batalha, em Cabo Frio, um jovem corsário francês, afeiçoou-se a ele e não o fez prisioneiro - filho de alemão com francesa, natural da Alsácia, estudara nas melhores escolas européias; em 1598, casou com uma moça, por certo família endinheirada, que vivia em casa boa, ao pé do Castelo, em frente à Santa Casa. Raros os casamentos no Rio porque índios convertidos não seguiam os ritos católicos, raras solteiras entre 500 e poucos europeus ou descendentes e em geral os homens formavam famílias com as tupis. O casal teve 8 filhos. Quase um século depois, um neto deixou para o Rio um de seus ícones mais longevos: o cume do Morro da Glória, com a estrutura original do Outeiro. Quase dois séculos após o casamento, um tetraneto do francês foi morar em Vila Rica, foi arrolado entre os inconfidentes e terminou a vida exilado em Moçambique, secretário do poeta desembargador Tomas Antônio Gonzaga. --- O litoral da cidade do Rio de Janeiro é bastante recortado e a baía (resultado do avanço do mar numa reentrância ou recorte do litoral) se estende de norte a sul por 25 km - na entrada, dois fortes: a Fortaleza de São João (Urca), no Rio, situa-se no local em que, a 1 de março de 1565, foi fundada a cidade, e o Forte de Santa Cruz (hoje presídio do Exército), em Niterói - em pontos estratégicos para proteção do interior da baía. --- O Rio nasceu como uma cidade fortificada para dar combate aos franceses que haviam invadido a baía de Guanabara. Em 1555, franceses protestantes em fuga à perseguição religiosa, invadiu a baía sob o comando de Nicolau Duran de Villegaignon, fizeram amizade com os índios tamoios, instalaram-se na Ilha de Paranapuã (hoje, Ilha do Governador, onde fundaram um forte e depois na Praia do Flamengo e outras localidades, ficaram dez anos, apesar da tentativa do Governador Geral, Mem de Sá, para expulsá-los; em 1565, o sobrinho (nepotismo?) Estácio de Sá foi enviado para o Brasil com a incumbência da expulsão, desembarcou com 5 navios e 300 homens e estabeleceu um local para fixar as tropas portuguesas - construiu uma paliçada (estacas de madeira vincadas verticalmente), Reduto de São Martinho, e os primeiros “prédios” da futura cidade, fundada em 1 de março, no local entre o Morro de São João (onde hoje existe o Forte de São João e o Pão de Açúcar. Após muitos combates, invasores expulsos em 20 de janeiro de 1567, cidade transferida para o Morro do Castelo. Nesta luta, houve grande ajuda de índios chefiados por Arariboia que depois se fixou com a tribo , chegados do Espírito Santo, na chamada Praia Grande - aí, fundou uma aldeia, São Lourenço, que deu origem a Niterói, que significa ‘águas escondidas’, em 22 de novembro de 1573. O chefe índio foi batizado com o nome de Martim Afonso: estátua na saída das barcas, em Niterói. FONTES: Folheto “Um passeio pela Baía de Guanabara” - Rio, SENAC, sem data ---“Nossa célebre centenária” - Rio, revista NÓS DA ESCOLA, SME - ano 3, n.33/2005 --- Coluna “Entre 1500 e 1600”, de Pedro Dória -- “A invenção da zona sul” - Rio, jornal O GLOBO, sem data e 6/9/2015. F I M
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Comentários dos leitores

Este seu trabalho seriado nos caiu do céu no momento exato em que a Família Real está em evidência na telinha. Boa ideia. Parabéns!

Postado por lucia maria em 28-05-2017

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