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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XIII



					    
A Família Real chegou, em 1808, apressada, indiscutível ser a favor ou contra, fugida de Napoleão (rainha que mandava cortar cabeças é bem posterior, livro de “Alice”, londrina...) e o Brasil-Colônia virou metrópole. Foi bom eles terem vindo ou o Brasil seria retalhado e viraria província de Espanha - imagem de quem fugiu, porém teria sido derrotado-aprisionado-humilhado. Além de tudo que criou aqui, modificou o decreto e liberou o país para a industrialização e publicou o primeiro alvará estabelecendo regras para o direito autoral. O general francês, do exército napoleônico invadiu Lisboa, “Cadê o rei, cadê? Cadê ‘le roi’?” Três dias antes, frota britânica ancorou no Rio Tejo, colocada à disposição do traslado para o Trópico. Vinda da corte, grande divisor de águas entre o país colonial e o país imperial. Pois é! Salvador era a capital, passou a ser o Rio de Janeiro, “pá”! - capital do império português na América. Recriação e unificação nacional. Antes, havia um vice-rei para contato províncias X Lisboa, agora o rei estava aqui e eram as províncias em comunicação direta com o Rio, que virou o ponto central da política do país. Ficaram por 13 anos, foram-se e nós não andamos para trás, não regredimos: Estado Moderno, ‘semente’ de independência... já havia a Câmara de Suplicação, isto é, o Poder Judiciário, Exército, Escola de Medicina etc. etc. etc. D. João VI era cauteloso, calado (tipo mineiro que ‘trabalha em silêncio’... tampouco um Anhanguera barulhento ou um imaginativo caçador de esmeraldas)), metia a mão em cumbuca e a tirava incólume, vitorioso e sem se deixar ferroar. Esperto - único rei , além do rei da Inglaterra, que não foi dominado pelo ‘patrão’ francês. Veio acompanhado de......... sim, diferença enorme entre 700 ou 15.000 pessoas. Ou 2.500, não todas juntas e misturadas - chegaram aos poucos, durante meses ou talvez longos anos. Injustiçado desde Portugal pela memória dos inimigos e sua própria máscara de tranquilidade, que estaria mais para bobo (da corte, nunca), ingênuo, preguiçoso, indeciso, covarde, medroso (banho de mar na tina: medo de siris e caranguejos) e glutão (carregava coxinhas de frango no bolso), marido tolerante, bom pai. Imagem positiva entre nós - rei popular, bonachão, nada pretensioso, andava nas ruas, simpático, atendia às pessoas, acarinhado pelo povo e ficou no coração de todos - ele ria de ser gordo e glutão; pouca saúde, problemas na perna, gotas de depressão... Implica-se com quem não posava de rei, nada de pompa e circunstância, pacato, gentil, amado X tolera-se D. Pedro I, grande herói romântico, porém mulherengo, marido infiel, atrabiliário (colérico) e violento - virtudes brasileiras? Toda instituição atual teve seu toque de batismo - criou a primeira indústria gráfica; logo, era um ardente comunicador. Também Carlota Joaquina foi caricaturada pela pressão dos machistas - defeitos pessoais e não gostava do Rio de Janeiro; era atitude natural, princesa espanhola, vida de luxo, vir para um fim de mundo... - jovem, 33 anos, aventuras amorosas, comum na época de casamentos arranjados (ih, até D. Pedro II........), inteligente, boa formação, avançada no tempo, projeto político de restaurar a monarquia espanhola, derrotada por Napoleão. João e Carlota trocavam cartas, não eram hostis, muito respeito entre eles e até carinho. O Rio se expandiu e ela teve uma casa em Botafogo - não podia ser um sobrado esguio no centro, fazendeiros ricos cedendo casas e voltando para as fazendas. Muitas casas foram construídas, grandes, ajardinadas, passando a ter móveis, espelhos e cortinas. Antes de 1808, cidade em grande parte era mais indigenista, indianista e africana - tomou civilizado banho ‘europeizante’ com D. João VI. Há cenas em Debret - barbeiros em serviço no meio da rua, como na África, dita primitiva ainda hoje, e vendedores com cestos de frutas, numa cidade barulhenta, odores ruins, multidões na rua, escravos e libertos. Pouco mobiliário, redes para dormir como os índios, hábitos indianos de quimono, bater palmas nas portas das casas, sentar em cadeiras de vime, coisa africana e indiana de sombrinhas para proteger do sol - arquitetura europeia porém tetos de palhas e ruas estreitas - ah, e fazer ‘bolinhos’ de comida, comer com as mãos... As classes mais privilegiadas passaram a usar talheres; mulheres chegando em 1808, calor de março, usando cabelos empoados, vestidos longos, roupas de veludo - houve troca de diálogos; o rei gostava de teatro (construiu o primeiro) e de música, e as pessoas importantes passaram a assistir às representações na capela real da Sé; a nobreza conheceu o lundu (canções populares em ritmos africanos), banana, abacaxi e fruta-do-conde e graviola. Permuta lucrativa. FONTE: “A redescoberta do Brasil” - Rio, revista NÓS DA ESCOLA, SME - n.51/2007. F I M
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Comentários dos leitores

Grande aula de estória contando História e vice-versa. Grande João! Parabéns!

Postado por lucia maria em 28-05-2017

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