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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XIV



					    
A ilha de PAQUETÁ foi descoberta em 1556 por um cartógrafo da expedição de Villegaignon. Primeiros a desfrutar dessa magnífica paisagem foram os índios tamoios e temiminós que ali viveram, alimentando-se de raízes, caça e pesca, vestindo trajes de penas, enfeites de colares e tendo como deuses o sol, a lua e o trovão. O primeiro navegante europeu que permaneceu na Baía de Guanabara foi Gonçalo Coelho, de 1503 a 1506, que construiu a Casa de Pedra chamada pelos índios de kari-oka (casa de branco), origem do gentílico dos habitantes do Rio de Janeiro; depois chegou a primeira expedição colonizadora sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, ancorou nas águas da baía em 1531, batizada de guá-ná-bara (significa pedaço de mar). No interior da baía, são as praias de Paquetá, claras e calmas, que desde o início atraíram visitantes, cenário de D. João VI que a chamava Ilha dos Amores e também ali residiu o político brasileiro José Bonifácio, Patriarca as Independência, de 1829 a 1831, antes de ser tutor dos filhos de D. Pedro I, chácara atual é uma esidência particular. Na fundação da cidade do Rio de Janeiro, a ilha de Paquetá já era conhecida dos portugueses, em 1565 divididos os 1.096.100 m2 doados por Estácio de Sá em sesmarias, porém o início efetivo da povoação começou em 1698 quando foi erguida a Capela de São Roque, construída em terras da Fazenda São Roque (restaurada em 1910), ilha ainda vinculada à Freguesia de Magé, posteriormente doada à paróquia, sendo outra igreja, a de Bom Jesus do Monte, construída em 1763, interior neo-gótico, melhorada em 1810 por iniciativa de D. João VI, como matriz da paróquia (reformada em 1900). Os produtos hortigranjeiros, pesca e produção de cal abasteceram a Corte durante muitos anos. No Brasil-Colônia, atrativos naturais de Paquetá transformaram a ilha em refúgio e tranqüilidade para a nobreza. Quando o príncipe regente aportou em Paquetá pela primeira vez, 1808, abrigou-se de um temporal como hóspede de um brigadeiro mercador de escravos e passou a visitar a ilha com freqüência, hospedando-se na mesma casa que é hoje o Solar D’El Rei, virou rei, mesmo passeio (imóvel tomado pelo IPHAN em 1937 - hoje, biblioteca pública) - participava da festa de São Roque, padroeiro da ilha, por ter se curado de uma úlcera na perna com a água do Poço de São Roque - lenda na época: beber a água do poço pensando na amada que ficará grandemente apaixonada ou pedir um novo amor (poço fechado com a chegada da água encanada) Muitas chácaras permaneceram preservadas, assim como o casario do tempo colonial. Vegetação nativa domina a exuberante paisagem, ruas com árvores centenárias. Na atualidade, bairro diferente pela não violência, deslocamento só através de ‘trenzinhos’, barcos, bicicletas ou bucólicas caminhadas - ruas de saibro, muitos pássaros e cigarras, frutas doces, comunidade íntima. Alguns atrativos e curiosidades: canhão de saudação a D. João VI, parte de uma bateria de canhões com centenas de anos --- árvore Maria Gorda, raro exemplar venerado de baobá africano, anos impossíveis de se saber, mais de 7m de circunferência, bela flor usada em aplicações medicinais --- Parque dos Tamoios - homenagem do pintor Pedro Bruno aos antigos ocupantes da baía e da ilha --- Chácara dos Coqueiros - ainda conserva características originais: em 1893, área diretamente envolvida na Revolta da Armada, ilha como quartel-general, tendo sido a chácara apropriada pelos revoltosos como hospital e necrotério, não sofreu danos e foi devolvida ao término da revolta (reformada no início do século XX) --- em setembro de 1904, primeira Festa da Árvore, marco ecológico para a época --- Casa de Artes, nossa época - centro cultural com promoção regular de eventos artísticos e culturais, acervo de exposição e memória da ilha --- Pedra da Moreninha - na praia homônima, belo e romântico mirante imortalizado no romance de Joaquim Manuel de Macedo --- Ponte da Saudade - segundo lenda escrava, João Saudade, da nação angola benguela, rezava diariamente para reencontrar a família que ficara na África --- Pedra dos Namorados - ao lado da Ponte da Saudade - lenda romântica: atire 3 pedrinhas de costas em direção ao topo; se pelo menos uma pedra não cair, fica a certeza de um amor correspondido e eterno --- Parque Darke de Mattos - árvores centenárias, trilhas e mirantes, mar e matas, História-estórias e lendas nesse extraordinário parque romântico - jesuítas se estabeleceram neste local, no Morro da Cruz, com túneis, para extração de caolim, usado na confecção de porcelana --- cemitério - originalmente, mortos enterrados nos fundos da Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte - inaugurado em meados do século XIX, abriga o Mausoléu da Marinha, homenagem aos mortos na Revolta da Armada --- Cemitério dos Pássaros - único no mundo, projeto de Pedro Bruno e Augusto Silva, como destaque os monumentos “O pássaro abatido” e “Pouso do pássaro cansado” - recanto especial mantido pelos moradores. ----------------------------------------------------------------- FONTES: Folhetos diversos --- Folheto colorido “Paquetá” - Riotur, sem data --- “Patrimônio cultural: o Solar D’El Rey” - RTED, ano VI, n.15/1982. F I M
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Comentários dos leitores

Ilha apaixonante porque famosa através da Arte - pintura, literatura e música. Parabéns!

Postado por lucia maria em 28-05-2017

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