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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XXIII



					    
1---No tempo dos vice-reis, como as pessoas iam de um lado a outro? A maioria da população andava a pé, outros andavam a cavalo ou mulas e uma minoria rica e importante usava a cadeirinha, transporte individual fechado com cortininhas, como sempre carregada pelos infelizes escravos.. descalços, até mesmo para ir à missa ou passear pela cidade; em seguida, coches e charretes. No final do Segundo Reinado, o BONDE puxado a burro, transporte coletivo, tornou-se muito popular, considerado um grande progresso para a cidade, e veio substituir outros meios de transporte comuns na época, como a diligência. A primeira linha desse tipo de bonde ia da rua dos Latoeiros (atual Gonçalves Dias) até o Largo do Machado, logo se espalhando por outros bairros: Jardim Botânico, Laranjeiras, São Cristóvão, Rio Comprido, Andaraí e Vila Isabel. Facilitavam a circulação dos cariocas e excitavam a imaginação dos rapazes ao verem tornozelos, um pedacinho das pernas das moças sempre de vestidos compridos. Em 1891, a eletricidade chegou ao Rio trazendo grandes mudanças, os bondes puxados a burro aos poucos substituídos pelos BONDES elétricos, transporte democrático, levando e trazendo pessoas de todas as idades e posses - os primeiros foram os da Zona Sul e Vila Isabel, na Zona Norte - dentro, cartaz de aviso aos medrosos de que a corrente elétrica não oferecia perigo algum aos “Srs. Passageiros”. Elemento muito divertido da cidade, serviu de assunto para crônicas e romances de consagrados autores, no carnaval levava foliões fantasiados, tornando-se ainda tema de sambas e marchinhas no carnaval, e deixando expressões populares resistentes ao tempo: coisa grande “do tamanho de um bonde”, pedir carona era “me dá um bonde?” ou “pegar um bonde”. Em 1892, o escritor Machado de Assis, de fina ironia, sob o título “Balas de estalo”, escreveu um manual de “Como comportar-se no bonde”, setenta artigos resumidos em dez. O poeta Olavo Bilac exaltou o novo sistema como palco de estreitar relações sociais (na roça, era tomando café) e criador de amizade... e de amor. Ao final dos ano 50, o serviço dos bondes começou a declinar, não tendo a velocidade que a cidade exigia e os ônibus foram dominando o espaço urbano. Despedida simbólica em 1 de março de 1963, linha 13, Ipanema, numa última viagem, ao som de “Cidade Maravilhosa”, por uma banda da PM e a presença de artistas, intelectuais e boêmios da Zona Sul; aposentadoria definitiva em 1967, quando a última linha no Alto da Boa Vista parou de funcionar Aproveitando os cabos aéreos de energia, trólebus (ônibus elétricos, apelidados de chifrudos) passaram a circular alguns anos pela Zona Sul. 2---Evolução dos transportes no Rio: 1835 - barcas Rio-Niterói - três barcas a vapor, 250 lugares cada (ponte só inaugurada em 1974); // 1868 - bonde puxado por burros - linha regular do centro ao Largo do Machado, anedotas sobre o gasto com a alimentação dos animais; // 1892- bonde elétrico - primeira viagem das imediações do Teatro Lírico, no Largo da Carioca, até a rua Dois de Dezembro, no Flamengo, convidado o presidente Marechal Floriano - Machado de Assis escreveu: “Admirei a marcha serena do bonde, deslizando como o barco dos poetas, ao sopro da brisa invisível e amiga.” - bondes elétricos abriram caminhos, trilhos espalhados por 448 quilômetros, e interligaram bairros; // 1897 - primeiro automóvel - carro a vapor, marca Serpoliet, importado da Europa com a ajuda de José do Patrocínio para Olavo Bilac: perdeu o controle e se chocou contra uma árvore; // 1898 - Ruy Barbosa chamou o Rio de “pátria adotiva dos bondes” - instrumento que dilatou a zona urbana, arejou a cidade, desaglomerou a população, possível moradia em outros espaços fora do centro; // 1908 - ônibus - movidos a combustão, primeira linha regular partiu da Praça Mauá indo até o Passeio Público, popularização na década de 40; depois da novidade, muito barulho, poluição do ar, porém de grande utilidade para a população; // 1924 - bonde chegando à região do cais, sistema ampliando os limites da cidade; // 19... - auge dos bondes entre 1920 e 1940, extinção iniciada na década de 50, acusados de atravancarem as ruas, dando lugar aos ônibus, trilhos sendo cobertos pelo asfalto; // 1979 - metrô - primeiro trecho da Linha 1 entre Praça Onze e Glória, 5 estações subterrâneas, percurso de 5,1 km de extensão - linha 2 inaugurada em 1981; // 2002 - BRT - primeiro corredor expresso do Rio, liga a Barra a Santa Cruz - em 2014, chegou ao Galeão; // 2016 - VLT - veículo leve sobre trilhos, “novo bonde” movido pela energia elétrica, bom sob o ponto de vista ambiental, sistema silencioso que primeiramente ligará a rodoviária ao Aeroporto Santos Dumont, obra ainda não concluída - cada um equivale a muitos carros e ônibus nas ruas do centro da cidade. NOTA DO AUTOR: LEIAM “O bonde de burros”, crônica de Machado de Assis, publicado em “A semana”, 16 de outubro de 1892. FONTES: Recortes sem identificação --- Livro “Gente do Rio, Rio da gente”, 1996 --- Rio, revista NÓS DA ESCOLA, SME - n.52/2007 --- “Os caminhos percorridos pelos transportes do Rio ao longos dos séculos” - Rio, jornal O GLOBO, 15/5/2016. F I M
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Comentários dos leitores

Evolução dos transportes... Você me levaria na cadeirinha ou mais romanticamente num lombo de burro? Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-06-2017

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