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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XXV



					    
Tempo antigo. Esgoto, cadê? (Como era em Lisboa?). Decreto em 1776, Marquês do Lavradio (bom, me contaram e ainda não conferi in loco: hoje, rua do Lavradio, lugar moderno de muitos antiquários frequentadíssimos e restaurantes idem, centro do Rio): Sim, primeira tentativa de disciplinar o hábito carioca de ‘xixi na rua’... na época, população de 50 mil ‘almas’. Século XIX, manda-chuva empoderado era o João... mais interessado em biblioteca, academias e escolas superiores, jardim botânico, banhos de mar dentro de barril - certamente nessas horas se aliviava discreto. Ah, se os mares do mundo falassem!... Consta que Pedro I não livrava nem as varandas dos palácios: certamente horrorizava a europeia Leopoldina; Domitila, não sei........ Consta ainda que um inglês, possuindo 100 réis para pagar taxa-multa de 50, mandou que o escravo lhe repetisse o ato - lord inteligente como todo bom britânico! Existe uma aquarela de Debret, data incerta entre 1817e 1829: aristocrata elegante, botas, casaca, chapéu em feitio napoleônico, de frente a uma parede, acobertado por um escravo, pés descalços, sombrinha aberta sobre a cabeça do ‘violador da lei’. --- Não sei quem irá acreditar. Ainda em boa parte do século XX, sobraram cortiços ou assemelhados que escaparam da sanha do prefeito “Bota abaixo” no Rio de Janeiro - casas de um lado e outro da vila, ora vaso sanitário ora penico. Perto do centro da cidade. Ainda muitas lavadeiras profissionais, tanques externos (adivinhem nacionalidade ou ancestralidade), muitas saias, avental, vontade vinha pelo contato com a água fria, “calcinha atrapalha”, nem gritavam ‘água vai’, umas para as outras - herança familiar, costume antigo sem pudor ou censura. Mau hábito ou emergência? Segundo urologistas da atualidade, homens conseguem prender a urina. Grávidas nunca! --- Pois é. Nesta emergência não exclusivamente masculina, cidadãos e ‘cidadoas’ não percebem matarem árvores de rua, muitas, muitas... sem contar com o odor ácido nas paredes, canteiros de calçadas, chão de cinema, trens lotados e em movimento, viadutos e passarelas... e até mesmo portarias de prédios com porteiros distraidinhos. --- Desde 2007, prefeituras das capitais instituindo multas “pós-alívio”, mas consta que certo prefeito bancou o ‘manequinho’ ao fiscalizar uma obra de subúrbio e foi fotografado. --- No carnaval, ‘sangue-suor-lágrimas’ + muita loura gelada (cerveja), resultado é um belo teorema e medo da castração por algum fiscal de rua ou policial mais exaltado. Hedonismo (prazer)... ou tragédia grega? Humor seríssimo de Tonico Pereira, ator: “Liberdade para idoso sofrendo vergonhosamente de incontinência urinária!” Populares banheiros químicos insuficientes, em lugares pouco divulgados e rara higienização. Estabelecimentos comerciais desinteressados e fingindo desconhecer obrigatoriedades publicadas em Diário Oficial. --- Estátua /não incentivadora/ na praia de Botafogo, menino... Manequinho (leitor pensou Maluquinho? - errou...), nu e calmamente urinando. Em 2002, “nossa” estátua de 1 m de altura, foi promovida a patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro: garoto merece! Residiu na praça Floriano até 1927, região chamada Cinelândia (muitos cinemas no local), de repente considerada “afronta aos bons costumes”, transferida para a praia de Botafogo (ih, dizem que havia muitas escolas perto, inclusive religiosas, não perceberam... - “é de pequeno que se educa ou corta o pepino”) e acabou virando mascote do clube alvinegro de quem veste a camisa curta em dias de glória. Refundida em 1993 a partir do molde original, incrível roubo (vandalismo é uma coisa, puritanismo outra!) do ‘pintinho’ em 2008, fonte seca temporariamente, geral revolta carioca, reportagens, fotografias, logo estátua restaurada......... NOTAS DO AUTOR: MANEQUINHO carioca botafoguense nasceu pelas mãos de Belmiro Almeida (escultor e muitas outras qualidades afins), molde original em 1908, inspirado pelo menino belga Manneken, ano de 1618, estatuazinha de bronze, 61 cm, que ‘enfeita’ uma esquina de Bruxelas. HEDONISMO - Prazer como bem supremo da vida humana. INSPIRAÇÃO: “A gota d’água: a fonte que nunca seca” -Rio, Revista O GLOBO, 11/10/15. F I M
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Comentários dos leitores

Pois é, "água vai"... ainda bem que avisavam um segundo antes. Mas hábitos seculares não saem das ruas nem com multa; pagam, repetem. Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-06-2017

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