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DECADÊNCIA III



					    
O canto e a dança nasceram com a presença dos seres humanos na face do planeta Terra. Num tempo antigo, anos 30, não havia clubes pequenos de bairro - as famílias esvaziavam o ambiente e alugavam a sala, preferencialmente em sobrados, para bailes. Revezamento dos membros da diretoria num clube sem nome. Um antepassado da minha AMIGA (uma das cem geminianas multiplicadas) era diretor de sei-lá-o-quê, um líder manda-chuva... Foi avisado que aparecera um rapaz boa pinta (apresentável, boa aparência) pedindo para subir, entrar e... cantar - deu o nome, ORLANDO, carioca, filho de violonista seresteiro. WAL, na falta de outro crooner (cantor masculino de baladas populares), permitiu que entrasse, mas sem arruaça ou embriaguez: um vozeirão bastante ritmado nas cantigas da época! O ilustre (muito mais ilustre depois, nas emissoras de rádio!!!) desconhecido saiu sem pista de endereço e nunca mais voltou. - - - - - Começou a gravar aos vinte anos de idade, logo depois onipresente. Fase áurea de sua discografia entre 1935 e 1942/43... poucas gravações em seguida... retorno em 1950, sem ser mais o mesmo. Centenário de nascimento do artista que emocionou o Brasil seria em 2015 (Libriano: 1915 / 1978)... Houve uma exposição sobre ele, outra homenagem na ABL e um tributo com show musical. Comparação com Frank Sinatra porque cresceram na mesma época; moças eram contratadas para rasgarem as roupas do cantor ao fim do show - cantou o foxtrote, mídia enorme. Com o nosso ídolo, não esse “entusiasmo” de louco exagero, porém o repertório era variado e extraordinário, sem estudar canto, segundo testemunhas e reportagens: valsa, samba, choro, marchinha, bolero e... também foxtrote. Obras primas nas letras (autores famosos), na música e na espantosa e impecável variedade de timbres de voz, fossem graves ou agudos, interpretações incríveis... Muito romantismo, rejeição, repúdio e ‘dor de cotovelo’... Moldou o canto masculino. Glória, drama e tragédia - perdera pai aos três anos, padrasto aos dezessete, largara a escola no curso primário e foi ser trocador de ônibus. A princípio pobre, roupa humilde, grande voz - não teve filhos, mesma esposa amorosa até o fim da vida. Na Praça do Patriarca, São Paulo, segunda metade dos anos 30, protagonizou o possivelmente maior show de rua da história da música, praça lotada e ruas adjacentes, avançando para o Viaduto do Chá, espetáculo improvisado, cantando da sacada de um prédio para um grande número de pessoas, logo alcunhado com justo mérito de o “Cantor das Multidões”. A seguir, popularidade, dinheiro, conquista do público feminino. Caso amoroso com uma atriz-cantora escandalosa e ciumenta. Começou o envolvimento com as drogas - alegação foi dolorosa cirurgia dentária - inúteis tentativas dos amigos para recuperá-lo. Degradação, raramente o mesmo de antes. Timbre agora enrouquecido. Canções de acento triste, letras de fossa e pessimismo sobre amores frustrados - outro cognome, o “cantor com uma lágrima na voz”. Por fim, casado e sossegado, cadê o cantor? Aos 62, aparência envelhecida. Antes da fama, ainda jovem cantor desconhecido, caíra do bonde em movimento, pé preso no estribo, e no pronto-socorro lhe amputaram dois (ou três?) dedos do pé esquerdo, por dois meses internado, não havia anestesia, contra dor era muita morfina. Sarado... e viciado. Em seguida, cocaína e álcool, a prejuízo da voz. Decadência precoce. Vício sadio eram palavras cruzadas - teve um inesperado AVC, na residência, Ilha do Governador. FONTES: “O Frank Sinatra brasileiro” - “O maior cantor popular de todos os tempos: Orlando Silva, entre a glória e o drama” - Rio, jornal O GLOBO, 29/9 e 3/10/15. F I M
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Comentários dos leitores

Vida triste. Não soube gozar sadiamente a fama. Sei isto, estória que meu antepassado assistiu... Não terapias, nestes anos 30. Boa pesquisa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-06-2017

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