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ANIVERSÁRIO DELA, DATA SAGRADA



					    
Eu não sei o que certos homens têm na cabeça (sentido primeiro de pensamento, gente!). Bom, melhor nem saber........ Aniversário, desde pequenininha era data sagrada. Dia de Santa Joana D’Arc, uma francesa corajosa guerreira. Foto com todas as idades, da chupeta com uma flor ‘enorme’ ao balão de gás e até a mais recente, quimono em estilo japonês que levara um mês armando pedaços de tecido estampadíssimo e costurando. De véspera, fez incríveis compras para um café da manhã melhorado, mostrou tudo a ele, felizes (plural!), bastando que o Gigante acordasse meia hora mais cedo antes de seguir “pela estrada a fora e ir bem sozinho” (onde escutei isso?) a caminho da empresa sugadora... Acordou com o beijo dele no alto da cabeça, Ratinha resmungando algo sem nexo e apenas escutou “Feliz.........” - dormiu novamente... imediatamente! Milagrosamente, ele fez café, comeu mini pãozinho fofo com queijo amarelo, pacotes abertos, caneca suja na pia: aniversariante dorminhoca! Lacrados o pacote de mini quindins e a geléia de cereja. Ela não ousou telefonar, oferecidinha, ele não telefonou, por certo ocupado a manhã toda com máquinas nada sentimentais, amorosas. Na certeza, viria buscá-la para o almoço - haviam acertado restaurante na estrada, perto da “fábrica de parafusos triangulares” (ela inventou...), voltaria de táxi para casa. Chuveiro quente, sabonete novo, colônia de jasmim, longo vestido comprido de sedinha azul, estamparia de orquídeas e borboletas, sandália de tirinhas douradas. Esperou, esperou... celular dele desligado. Não havia em casa uma comida festiva, mas niver é niver, o jeito era comprar uma refeição gostosa na Padaria da Esquina, local de pão e leite matinais, diários. Banca-lojinha na calçada, o jornaleiro das costumeiras intelectuais tagarelices estava ‘diferente’, num traje clássico de camisa branca, terno e gravata, o cadeado já na ‘casinhola’ trancada... Estranhou sem perguntar coisa alguma. No que ia escolher o cardápio especial, sentiu-se agarrada no braço num gesto delicado e conduzida ao carro. Bom, imaginou-a (até ai, verdade) sozinha, foi o que ele disse, pois não vira passar o carro com o casal. Gracejou - traje para “um álbum especial da minha formatura em Direito”. Possível. Ela comentou a data (farto de saber há alguns anos de vizinhança!) e a solidão do dia. Horário perdido, marido já não viria mesmo... Convidaram-se, isto é, ao mesmo tempo falaram frases parecidas, sob risadas, e foram almoçar juntos, perto dali. Músico idoso (aposentado ou desempregado), violinista ambulante para um /às vezes até gordo/ salariozinho, correu as mesas e em duas cantou “Parabéns”... - deixou certa dúvida porque um segundo antes piscara para a outra (?) aniversariante... Ela viu! Gorjeta gorda bem merecida, não era um dia comum. Ele falou assuntos da atualidade, o que jornais e tevê noticiam sempre, ela se dizendo eterna aprendiz... e seus interesses eram apenas literários - corrigia a gramática nas criações do marido. Marido, marido... presença ausente na mesa do almoço. Ao retorno, ele comprou uma rosa branca. Deixou-a na porta de casa. Dormiu com o vestido novo. Marido chegou às cinco e meia, entre a empresa e a segunda faculdade noturna (agora quer ser político!), justificou-se tendo ido à matriz, em outra cidade. Bom, às onze da noite, bolo de chocolate com velas e uma garrafa de sidra (ele não bebe e a censura). Uma rosa vermelha! Quando adormeceu, frase resmungada: “Ah, marido, eu te amo tanto!” (Passados alguns dias, uma casual ‘ouvinte’ da conversa alheia contou em segredo que ele ‘quase’ intimara o outro a substitui-lo. Só ali......... Sofrida e interrogativa discreta, a mulher guardou a confidência da amiga.) FIM
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Comentários dos leitores

Texto muito delicado, conheço este cavalheiro de outros ambientes e garanto respeito mútuo e fidelidade. Mas niver é niver! Parabéns!

Postado por lucia maria em 15-07-2017

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