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CANÇÃO DO EXÍLIO...e outra CANÇÃO, de GONÇALVES DIAS



					    
Romantismo, primeira geração. 1--- "Primeiros cantos" - escreveu em Lisboa, este poema em julho de 1843, impressos em 1847 “Minha terra tem (...) Onde canta o sabiá.” --- Poeta se dizia portador no sangue das 3 raças ‘tristes’, formadoras da nação brasileira: indígena, portuguesa e negra. Em 1840, matrícula em Direito pela Universidade de Coimbra, sem concluir o curso. --- No longo poema de muita nostalgia, nenhum adjetivo, ausência compensada com a hipérbole, exagero deliberado, mostrada no advérbio de intensidade: ‘mais estrelas, mais flores, mais vida, mais amores’. Muita força emocional na sonoridade e muito ritmo musical, magia da permanência do poema ao longo dos anos - paralelismo, rimas de fonemas iniciais, segura escolha das palavras-temas: (substantivos) terra- sabiá-palmeiras, (advérbios) lá-cá... --- Dois primeiros versos, refrão: “Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá.” - elementos básicos: eu (‘minha’), palmeiras e sabiá, em relação com a terra; dupla leitura em palmeiras-sabiá: dados da realidade nacional (fonte de inspiração, matéria prima da poesia) + visão naturalista-regionalista-saudosista do poeta sobre essa realidade. --- Palmeira, muito freqüente na paisagem nordestina, passa a simbolizar o país - na língua indígena, Pindorama, visão nativa e não colonial da “região ou terra das palmeiras”. Alteração na paisagem nacional, Sabiá cantador? Invenção poética.. . Não, tal ave não canta na palmeira... Toda criação se segue à seleção e combinação dos dados da realidade - no poema estudado, nacionalismo + indianismo + lirismo sentimental de GONÇALVES DIAS. O sabiá de canto triste (nunca ouvi, nunca fui ao Maranhão) já aparecia em poesias indígenas /em verdade, sua origem pelo lado materno, hoje chamamos de DNA/, uirachuê, agora personificando analogia com a saudade no poeta “longe de casa”. --- O eu-lírico, exilado, polariza a comparação entre Portugal “cá” e a terra distante “lá” - o romântico idealiza sempre o lugar onde não está (evasão)... mesmo sem qualidades reais. Aqui (onde?) é sempre ruim! --- Parte do poema figura na letra do Hino Nacional Brasileiro e na Canção do Expedicionário, hino da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II GM. --- Popularidade máxima - texto descomplicado, linguagem simples e de memorização fácil, roubado em reescrituras e parodias em diversas épocas. --- Mais tarde, MURILO MENDES também exilado dentro do próprio Brasil (mesmo título “Canção do exílio”): “Eu morro sufocado / em terra estrangeira”, país fortemente marcado por influências estrangeiras. 2---“Segundos cantos e Sextilhas de Santo Antão”, coletânea de temática portuguesa, onde só um poema é ‘americano’ - impressa em 1848 Como todo poeta do Romantismo, variação temática e formal - muita forte religiosidade, em tom solene: não devoção convencional, mas sim percepção da divindade na natureza, vista como um prolongamento do “eu” do poeta; logo, sentimento panteísta. --- “Tenho uma harpa religiosa, (...) O grande alaúde aos meus!” --- Dictamino - planta aromática, como bálsamos pelos antigos. --- Algumas imagens importantes para compreensão da obra poética do autor: --- 8 estrofes, agrupadas graficamente aos pares - estrofes 1-3-5=7 à margem, 2-4-6-8 um pouco afastadas - decassílabo, redondilhas maiores /raiz popular medieval/, rimas não muito rígidas. --- Primeiro grupo de estrofes (1-2) refere-se à harpa religiosa, rimas ABAB; segundo (3-4), ao alaúde, rimas ABAB; terceiro (5-6), à lira, com rimas alteradas ABBA- ABBA; quarto (7-8), faz a síntese das anteriores, rimas alteradas ABAB-ABBA: grande melodia e ritmo marcado. --- Eu-lírico tem 3 instrumentos para o canto: harpa recebida diretamente de Deus (instrumento dos anjos), de madeira do Líbano, um alaúde, tocado pelos trovadores medievais, e uma lira com flores dedicada ao canto amoroso; ao final do poema, divisão entre os cantos religiosos, o amor e as questões sociais. --- Alaúde /tocador, presença obrigatória na corte e na feiras populares/ remete a trovadores medievais, tradição lírica da língua portuguesa - ele mesmo escreveu “Sextilhas de frei Antão”, em forma arcaica, adaptando a tradição ao nacionalismo literário, cantou o índio e a paisagem brasileiros. --- Que se saiba, ele não pretendia ser menestrel. 3---Sobre ele: Além do indianismo, tema relevante em toda a sua obra, cultivou também a poesia lírico-amorosa (temas consagrados pelo Romantismo: supervalorização do amor, cultivo da solidão, saudade, tristeza, melancolia, não racionalizar os sentimentos, mas soltar a emoção, porém ele sem excesso de sentimentalismo), textos teatrais, e escreveu um Dicionário da língua tupi, impresso em 1857. No poema de tema africano, “A escrava” é tomada de saudade do Congo, sua terra natal. --- Patrono da cadeira n. 15 da ABL. LEIAM meus trabalhos “O sabiá do poeta” - I-II-III-Final. FONTE: Um velho caderno universitário, por certo tendo fonte na pesquisa-união de diversos livros. F I M
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Comentários dos leitores

Lindo, lindo, lindo poema! Fácil de memorizar e amar. Bom trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 15-07-2017

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