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SAUDADES DE MINAS GERAIS-PARTE II



					    
TEMPO ARCÁDICO ou ESCOLA MINEIRA: Arcádia, região montanhosa do Peloponeso, Grécia, local da poesia pastoril na Antiguidade - nome deriva do semideus Arcas, filho de Zeus da ninfa Calisto; símbolo da vida ideal onde pastores dedicavam-se à arte, vivendo de maneira equilibrada e harmoniosa. SÉCULO XVIII, momento histórico brasileiro: - Crise da lavoura açucareira (que enriquecia os proprietários de terras agrícolas) X descobertas das minas de ouro e diamantes - ciclo da riqueza (mas Portugal com quase todo o lucro). - Logicamente, deslocamento do eixo econômico do país da região nordeste para a região de Minas Gerais (centro de extração de minério) e Rio de Janeiro (porto de escoamento e nova capital do país desde 1763) - aumento dos impostos portugueses sobre esse extrativismo, generalizada insatisfação, porém... apego à terra ou fidelidade à Metrópole? - Nova organização social, gosto pela cultura, fundação de arcádias - primeira integração escritor, obra e público: busca de uma identidade brasileira. País entre o quixotismo de sonhos e o sanchismo de realidades. Obras mais representativas das artes brasileiras - igrejas e estátuas do ALEIJADINHO. - Ideias iluministas + ideais de liberdade, leituras noturnas às escondidas - ideal da Inconfidência Mineira (elite intelectual, pequeno grupo de letrados que retornavam da Universidade de Coimbra) - lirismo e valorização do homem natural + crítica da situação política do país, sátira em “Cartas Chilenas”: decassílabos soltos, cartas manuscritas; como folhetins de mão em mão, em Vila Rica, 1787, saíam espaçadamente de acordo com os desmandos de Fanfarrão, personagem real. - - - - - TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA - MINI BIOGRAFIA - Nasceu em 1744, no Porto; pai brasileiro, mãe portuguesa, veio para o Brasil com 8 anos; estudou com jesuítas na Bahia, curso de Direito em Coimbra; em 1782, cargos na jurisdição de Vila Rica (atual Ouro Preto), então capital de Minas Gerais; amizade com Cláudio Manuel da Costa, romance com uma jovem de 16 anos, sua musa Marília, ele pseudônimo Dirceu; atritos com o governante Luís da Cunha Meneses, base para “Cartas Chilenas”; importantes detalhes biográficos nos poemas das “Liras de Marília de Dirceu”; em1789, denunciado como conspirador da Inconfidência Mineira, degredado para Moçambique onde casou a filha de um rico mercador de escravos. - - - - - “Liras” (estribilho ao fim de cada estrofe) Texto 1 --- “Eu, Marília, não sou nenhum vaqueiro, / que viva de guardar gado alheio, / de tosco trato, de expressões grosseiro, / dos frios gelos e dos sóis queimado. / Tenho meu próprio casal e nele assisto; / dá-me vinho, legume, fruta, azeite; / das brancas ovelhinhas tiro o leite: / e mais as finas lãs, de que me visto. / Graças, Marília bela, graças à minha estrela!” Casal - propriedade rural pequena, equivalente a um atual sítio. “Lira ‘’ (segunda parte da obra anterior) Texto 2 --- “Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, / fui honrado pastor da tua aldeia; / vestia finas lãs e tinha sempre / a minha choça do preciso cheia. / Tiraram-me o casal e o manso gado, / nem tenho a que me encoste um só cajado.” Segunda “Lira” foi escrita na prisão Ilha das Cobras ou Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro, entre 1789 e 1793, acusado de participar de uma conspiração contra o governo português, crime de lesa-majestade, sendo a pena o confisco dos bens, a infâmia social e a morte. Mas salvou-se......... e foi para o exílio. FONTES: Recortes de livros didáticos não identificados // Livro “Na sala de aula”, de Antonio Candido, 1985. F I M
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Comentários dos leitores

Pois é, tanto amor e patriotismo... e casou com a filha branca de um rico mercador de escravos. Bom trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 05-08-2017

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