Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio ebook Vigilante

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


SAUDADES DE MINAS GERAIS-PARTE III



					    
Sobre o ILUMINISMO ou ILUSTRAÇÃO: Movimento cultural da Europa, entre 1688 (Revolução Inglesa) e 1789 (Revolução Francesa), a fim de iluminar com a razão e a coerência as trevas das tradições. Nascimento na Inglaterra, sob considerações empiristas do filósofo e ideólogo JOHN LOCKE, porém a França o consagrou e expandiu no mundo. Obra principal foi “L’Enciclopédie” de D’ALEMBERT e DIDEROT; nome principal foi VOLTAIRE; pedagogo foi ROUSSEAU, com a obra “Emílio”, teoria de que o homem é bom, a sociedade é que o perverte; intenção do Iluminismo é restaurar este homem primitivo. - - - - - Sobre a poesia ÉPICA arcádica: Em BASÍLIO DA GAMA e SANTA RITA DURÃO, o índio é bom, ainda não corrompido (mais tarde, em ALENCAR, índio como nativismo brasileiro). No Canto II, de “Uraguai” (Basílio, 1769), herói indígena, figura enobrecida, Cacambo apresenta ao general inimigo um discurso de alto sentido humanitário: eloqüência, senso de justiça e bondade natural do índio. --- BASÍLIO - Ligações tênues com a típica epopéia: apenas 5 cantos e 1377 versos, esquema estrófico irregular, versos brancos, não as tradicionais 5 partes do poema (proposição, invocação /Deus e não musas/, dedicatória, narração e epílogo), ruptura com a tradição camoniana, texto inovador, porém ação sem grandiosidade histórica - narrativa da campanha militar contra os índios dos Sete Povos das Missões, luta sangrenta promovida pelos portugueses. --- SANTA RITA - “Caramuru”, 1781, e o descobrimento da Bahia - modelo camoniano (imitação da estrofe inicial), dez cantos, versos decassílabos em estrofes fixas, oitavas com rimas abababcc; ante reação fria da crítica, queimou o restante de sua obra poética. Nesta épica, em quatro estrofes, proposição, invocação e dedicatória - nobre português aventureiro sofrera um naufrágio e não foi devorado pelos índios porque disparou um tiro, daí virar Caramuru (na realidade, nome de um peixe), Casou com a bela e virtuosa índia Paraguaçu e a levou à Corte (sem comprovação histórica), assim como teria convertido índios ao cristianismo (?). Continuação da literatura informativa dos primeiros tempos, Quinhentismo: flora e fauna americana, costumes indígenas. - - - - - Sobre a lírica de GONZAGA: LIRA - Estância (quadra, quintilha, sextilha ou setilha) que se destinam a ser cantadas à lira, isto é, à viola, caracterizada frequentemente pela repetição de um estribilho. Exemplo em LIRAS (I): “Graças, Marília bela, / graças à minha estrela!” --- Ele, reedição do ideal de ‘aurea medicritas’, das Odes de HORÁCIO: paz bonançosa, espécie de bom burguês (condição social média), amor ao remanso do lar, silencioso, calmo, TOMÁS, estudioso magistrado, e MARÍLIA, jovem esposa terna e doce (e depois, ele no exílio foi casar “ali, longe...”, na África, e logo com filha de mercador de escravos...) - aspirações do quarentão, estabelecido na vida de advogado, embora com poucos haveres, junto à namorada rica e prendada, sua pastora. - -- LIRAS II - “Verás em cima da espaçosa mesa / altos volumes de enredados feitos; / ver-me-ás folhear os grandes livros, / e decidir os pleitos. // Enquanto revolver os meus consultos, tu me farás gostosa companhia, / lendo os fatos da sábia, mestra História, / e os cantos da poesia.” - - - - - Sobre as “CARTAS CHILENAS”: Final do século XVIII - Portugal não industrializado, conseqüências da uma política exclusivamente mercantilista, “trocava” o ouro de Minas Gerais por produtos de primeira necessidade X países não ibéricos servindo-se das colônias como fonte de matéria-prima na industrialização nascente. Controle sobre a extração do ouro: intensificação da extração, cada vez mais impostos e taxas - severa punição a sonegadores e contestadores. A Inconfidência Mineira e a literatura da época , século XVIII, são inspirações do Iluminismo, nascidas de aristocratas culturais, elite isolada sem base na ressonância de base popular, mais preocupada com o ouro e o fisco, menos em poesia. Politicamente, sonho de conquistar a “liberdade ainda que tardiamente’ - de um verso de Virgílio, “libertas quae sera tamen”. --- “Cartas...” - Versos brancos, estrofação livre - mérito literário de beleza poética, agilidade descritiva e narrativa privilegiada. Intencionalmente anônimas, porém com toda certeza, composição de GONZAGA - nem autores famosos nem pouco expressivos, incluindo-se um poeta português. Consenso de críticos de talvez retoque de Cláudio Manuel da Costa, que teria antecedido as treze cartas com “Epístola a Critilo” - nos conjunto das treze, alusões nada sutis ao governo autoritário e corrupto de Luís da Cunha Meneses (forte sugestão ao sobrenome Nemésio), que governou a Capitania de Minas Gerais de 1783 a 1788, forte repressão política e ideológica... sigilo sobre autoria das cartas. -- - “Prólogo” - (falsa) tradução de originais recebidos de um cavalheiro que passara por um porto brasileiro a bordo de um galeão espanhol. --- “Carta 1” - dirigida de ao amigo Doroteu (seria Cláudio?) em que Critilo descreve a entrada do Fanfarrão Nemésio no Chile......... --- A favor de GONZAGA, sob argumentos históricos e filológicos: --- 1-CRITILO de origem ibérica, requisito de nacionalidade portuguesa (se poeta desconhecido, jamais ficaria incógnito um trabalho de tal porte...) - declarado inimigo figadal do governador Cunha de Meneses /Alvarenga Peixoto era até amigo.../, o ridicularizado personagem “Fanfarrão Nemésio”. Sendo GONZAGA o ouvidor de Vila Rica, atraiu a ira ao protestar violentamente na presença de Meneses numa sessão da Junta da Real Fazenda contra um irregular e desonesto contrato de entradas do ouro a favor de um protegido do governador, o “Marquésio” das “Cartas Chilenas”. --- 2-Há nas cartas repetições típicas do estilo das “Liras” e da prosa de GONZAGA: palavras e construções - advérbios ‘agora, aqui, ali, já, longe, também, ainda’; sequências ‘agora, agora sim’; ‘sim’, usado no sentido adversativo de ‘mas’; ‘pronome adjetivo indefinido ‘algum’ com valor negativo; verbos modificados com a palavra negativa ‘não’ - exemplos desta tendência: “Eu, Marília, não sou algum (=nenhum) vaqueiro (...) Tu não verás, Marília, cem cativos (...) não pintam cadafalsos, não, não pintam”. - - - - - Como disse alguém mais tarde, “Os inimigos não mandam flores". NOTAS DO AUTOR: “Caramuru - a invenção do Brasil” - Minissérie televisiva, TV Globo, 3 capítulos, -19-20-21-abril/200O. “Os inimigos não mandam flores” - peça teatral de PEDRO BLOCH, 1971. FONTE: Recortes diversos de livros didáticos. F I M
Copyright ATHINGANOI © 2017
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 27 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Corrupção existe desde que o mundo é mundo. Bom trabalho e esse texto está na hora certa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 05-08-2017

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.