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MENTIRONAS...OU INVERDADES?



					    
1-MENTIROSO/-A CONTUMAZ - Não ler apressadamente “Rosa com (o) Tomás”... ---- - Nem louco nem louca, apenas uma pessoa infeliz, talvez complexada, que quer bancar noticiarista, não tem nem mesmo assuntos banais, e inventa estórias inacreditáveis. No que está sendo muito interrogada nos detalhes da narrativa ou nitidamente desmentida, a pessoa emenda o assunto para futebol, se homem, e geralmente circundantes acompanham sem malícia, ou vai embora, se mulher: “Estou com panela de feijão no fogo aceso...” (E existe fogo apagado?) Não intenção maléfica de lesar alguém - trata-se de /será?/ novelista frustrado(-a), quem sabe? Mitomania, mentira compulsiva, impulso de inventar fantasias, distúrbio imbecil de chamar à toa a atenção alheia, origem talvez num transtorno psicológico maior. Borderline? (Grave trauma de infância, sei lá...) ----- À beira-mar, o grito “Tubarão!” ou “Baleia!”ou “Pinguins!” - melhor chamar biólogos, salva-vidas ou corajosos bombeiros: no inverno costuma ser verdade. ----- No caso do menino medalhudo, campeão olímpico em piscina, nunca derrotado em mil mentiras de variados assuntos, como acreditá-lo quase se afogando na praia calma? Cãimbra súbita. Salvo casualmente por um magrela pescador humilde que nem o conhecia. 2-ADVOGADO FAJUTO - Local de gente simples, um tanto acaipirada e... ingênua. Sítio numa região rural para “descansar (?) do fórum” em final de semana. Ele, diploma de Direito numa pasta plástica vermelha, cor predileta de Ariano, e outros documentos aparentemente sérios (diploma se guarda em casa - desconfie, caro leitor!), anel de pedra vermelha (rubi ou oferta promocional no pacote de macarrão?) - nada infeliz, macambúzio, tímido, complexado... Pintosão, alto, forte, metido a galã, carrão moderno - “escritor amador e amado”, dizia de si próprio. Ia para a baiúca, botequim pobre de apelido pé-sujo, e narrava estórias até certo ponto divertidas, como se fosse comediante de tevê. Gargalhadas gerais. Entre uma pinga e outra, uma cachaça e outra, o doutor advogado, chinelo de borracha bem gasto para se assemelhar aos ouvintes e muita lábia para seduzir incautas senhoritas (nunca louras desbotadas)......... “Sol é vida!” - slogan habitual. Ambiente rural, típica conversa para boi dormir. Contista em potencial, reproduzia “causos” da clientela do escritório. Certo dia, chegou correndo, suarento, em pânico: “Avião caiu lá em casa... (diminuiu) aviãozinho. Só com o piloto... (fez suspense) e um único passageiro, não olhei os rostos... Mortos ou desmaiados.” Considerando distância, relativo arvoredo e as fantasias de sempre, só a muita insistência dele uns poucos a cavalo foram confirmar: desta vez era verdade. Chamaram ambulância, bombeiro, polícia, um auê... Ninguém com celular para foto......... O passageiro era o governador em viagem secreta!!! Piloto e ele sãos e salvos. Ninguém virou capa de jornal estrangeiro, porém o caso virou folclore local. 3-“FOI O GATO...” - Minha AMIGA assina um jornal famoso de sexta a domingo, revista inclusa. Interesse maior nas variedades recreativas e culturais (nunca política!), certos cronistas e HQs reservadas para mim. Vai empilhando... Numa folga, lê rapidamente as manchetes (notícias envelhecidas...) e recorta o que nos interessa. Muito papel! Depois fornece para embrulhar louças numa loja conhecida - para facilitar, de imediato já separa em diferentes sacolas os cadernos inteiros e as folhas soltas. No terreno onde reside, há uma varanda aberta para possíveis festas. Mesas compridas e bancos. O primo sugeriu colocar as sacolas sobre uma das mesas, depois ele arrumaria no carro. Ela é toda metódica, detalhista, certinha: empilhou lado a lado três e três sacolas bem cheias. Desde pequena, escutava do pai que “jornal não se empresta pois volta rasgado, rabiscado, estragado.” (A mãe acrescentava: “Marido também não!”) Assim, nem o mais atrevidinho do local ousava abordá-la para pedir... Em dois dias, via de longe tudo no mesmíssimo lugar. No terceiro dia, as sacolas espalhadas. Foi espiar ‘in loco’. Sacolas plásticas rompidas e muita embaralhada mistura de umas e outras embalagens - cadernos inteiros junto com folhas soltas, havia até caroços de manga e cascas de banana; “Tudo remexido... Não coloquei os papéis assim... Quem fez esta bagunça?” Bichano peludo, por acaso ali perto, enrodilhado no chão... Resposta ordinária que imbecis aprendizes de pilantra improvisaram em coro: “Foi o gato!” Valente (e atrevida!) afilhada de SANTA JOANA D’ARC, heroína francesa de seu dia e nascimento, acho que até em língua japonesa ela discursou horrores! Ninguém ousou tentar o menoríssimo argumento de defesa. 4-SUBSTITUIÇÃO - Ambiciosa descarada para ‘destroná-lo’ e ficar no lugar deste trabalhador idoso (varria diariamente um pequeno sítio, muita folhagem seca, metade do terreno cimentada, metade grama...), tentou propagar que o cara não precisava trabalhar no tal lugar pois ganhava ‘molemente’ (palavra dela) 1.200 reais por mês da previdência social, beneficio velhice, que saía distribuindo “aos tortos e aos direitos” (deformação de ‘a torto e a direito’), indiscriminadamente, às pressas, aleatório, desde a porta do banco. Indicou uma repartição única, mas que atende assuntos municipais e estaduais, aonde o tal senhor teria sido levado por uma enteada. Mentira descoberta, pois o tal benefício é federal, originalmente para trabalhadores do campo, extensivo depois a idosos sem outra renda. Não deu certa a tramóia” ----- Tentou espalhar sobre a “galinha que botava ovos de ouro” - não iludiria nem a si própria. De fato, esquecida no chão mini tampinha de metal com tinta dourada, galinha sacudiu as asas, botou um ovo, terreno levemente inclinado, o ‘branquinho’ deslizou na direção e........ O dono da casa atrapalhou o relato falso - pintara um objeto pequeno, distraiu-se e recolheu somente o pincel. ----- Em seguida a outras mentirinhas tolas, acusou ter escutado que um rapaz do lugar espancara violentamente na calçada uma colega de escola, a vista de muita gente. “À toa? Ninguém o segurou? E os pais dela? E a polícia? Lei Maria da Penha...” Estória insistente, nada houve: sem outras testemunhas, sem fundamento nenhum. 5-VÁRIAS VERSÕES DE UM ÚNICO FATO - Não conheço a estória inteira, livro de 1959, depois teatro e cinema, somente li a crítica numa revista antiga. Personagem feminina, Dona Guigui - relatora dos acontecimentos em “Boca de Ouro”, de NELSON RODRIGUES (super dramaturgo!), a cada momento com uma diferente versão ... nunca a verdade objetiva sobre o caráter do homem descrito e sim relatos sob três óticas emocionais.. Morto o protagonista, contraventor afamado, depoimento para a polícia ou a algum jornalista sobre (possível) assassinato... Como ilustração na revista, fotos da loura boazuda, ODETE LARA no auge da beleza. Que traje! Que quadris! EU passaria muitas horas contemplando e escutando com prazer as possíveis ‘mil e uma’ divergências.. ----- Tenho uma AMIGA que por acaso reside no mesmo terreno de um ambiente religioso, origem africana. Importantes detalhes: nada surda e não faz parte do grupo. Assume-se uma esporádica ‘cliente’, se houver necessidade para adivinhatório jogo de búzios. Domingo. O babalaô não estava em casa desde a véspera e... todo mundo sabe disso - “gato fora, ratos tomam conta do ambiente”. Ao final da manhã, horário de almoço, ELA escutou um som não amadorístico, bem ritmado, como alguém tendo pego sem autorização os atabaques dos orixás numa construção menor no gramado, ‘cabana’ de tijolos, cobertura de palha, sem porta. Som musical recreativo? Mais de uma hora. Ver, não viu, somente ouviu... Ambiente aberto, acessível. Direção do som? Parecia vir da varanda grande ou do cozinhão. Nenhum cantante, apenas o ritmo que não era exatamente o do samba. Encucada! Abuso... O ambiente precisa de moradores vigilantes. Sente-se por vezes uma ridícula intrusa! Desde 2009, ELA pesquisa e redige sozinha um jornal mural mensal: lendas dos orixás e curiosidades, não exatamente notícias, angústia sabendo raríssimos leitores interessados num universo bem grande, gente habitual e visitantes, e também ao escutar, em ocasiões e fatos variados: “O pai (de santo) não pode saber...” Às escondidas, todo mundo ‘faz e acontece’, covardemente não assume depois. Diz-se que “filho feio não tem pai”... Ora, quem seria o batuqueiro? Uma auxiliar que ocupa um quarto nos fundos do terreno, trouxe um copo de refrigerante geladinho e minha AMIGA falou sobre o batuque misterioso. A moça também escutara. Defendeu: “Ah, não foi aqui! Tenho certeza.” Ignorava o ‘onde’, mas pouco depois veio com a versão de aniversário de criança nas proximidades e indicou o endereço da ‘festa’, casa onde não há criança e moradores estão viajando. Numa distância razoável, qual a direção exata do som? No mesmo instante, passou a ser aniversário /na certeza outra vez.../ de um homem adulto, parente do serviçal varredor. Interrogado este na manhã de segunda-feira, também escutara, garantiu nenhuma festa na casa do genro, absolutamente não - em minutos, num segundo depoimento, o som viria do botequim pé-sujo, lado de lá da praça... “ou” da casa de artesanal criador e consertador de instrumentos musicais, a cerca de um quilômetro. /Nova certeza?/ Impossível som chegar nítido até ELA. E ambos dando sempre “certeza” do que falavam. Ao outro amanhecer, versão de churrascada na casa ao lado, os participantes trouxeram uns tambores (?) de casa. Mas nenhum cantante, ninguém-alegria-alegria?......... ----- Imbroglio. Cavalo-de-batalha. ----- Atabaques intactos, nenhum dano ao patrimônio, minha AMIGA desistiu de investigar. 6-Qual a verdade verdadeira verdadeiríssima? Ainda perco meu lugar de CONTISTA e CRONISTA para essa gente fantasiosa que em poucos segundos inventa ‘certeza’ em fatos reais não veramente testemunhados e decifrados. ------------------------------------------------------------------- LEIAM meus contos: “Duas mentirosas”, “Ilogicidade da mentira”, “Ninguém é obrigado a acreditar”, “Perna curta da mentira” e “Trote quase perfeito”. NOTAS DO AUTOR: CONVERSA PARA BOI DORMIR - Expressão popular em português do Brasil que significa conversa mole, lero-lero, desculpa esfarrapada ou mentira contada com a intenção de enganar alguém PSEUDOLALIA - Transtorno psicológico: vício da mentira fácil, sem propósito, finalidade nenhuma, impulso apenas do “mentir por mentir”, à toa. Pode ser o início de algo mais grave e prejudicial a própria pessoa. F I M
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Comentários dos leitores

Ó, sim, em certos ambientes você aprenderia muito, para seus contos, ou perderia de vez para estes 'musos' (nada gregos) trapalhões. Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-10-2017

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