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O PEQUENO PRÍNCIPE



					    
Nos antigos concursos de beleza (nasci depois:  somente escuto falar...), as moças sempre suspiravam fundo e diziam ser O PEQUNO PRÍNCIPE seu “livro de cabeceira” -  ler e reler ao esperar o sono... Preferi pesquisar antes o coleguinha’ escritor. ANTOINE-JEAN-BAPTISTE-MARIE-ROGER-DE-SAINT-EXUPÉRY.  Família aristocráticatradicionalista e muito católica.  Infância feliz /era o terceiro filho/ entre dois castelos, com a mãe que ele amava (pai morreu cedo), a governanta que lia os contos de ANDERSEN para ele e três irmãos, duas meninas e um menino, para os quais inventava brinquedos. Múltiplo, versátil:  matemático, engenheiro, filósofo, piloto, poeta e romancista.  Nasceu com o século, em Lyon, França, em 1900 e voou pela primeira vez aos 12 anos, quando escreveu seu primeiro poema.  Aluno medíocre no internato dos jesuítas, mas fabricou uma caneta-tinteiro para escrever à mãe, lembrando seu próprio aniversário no dia seguinte.  Reprovado em redação, matemática e nos exames orais na Escola Naval.  Aos 17, serviço militar na... aviação - aos 26, foi para a aviação civil, Air France, onde fazia o correio entre França e África, linha Toulouse- Casablanca-Dacar, sobrevoando o Saara, tema de seus 5 romances - dessa época sua primeira novela, “L’Aviateur” (O aviador), mas primeiro grande trabalho literário em 1928, “Correio Sul”.  Aos 29, diretor de exploração da companhia Aeroposta Argentina, em Buenos Aires;  em 1931, de volta à França, publicou “Voo noturno”, seu maior livro, com prefácio do escritor ANDRÉ GIDE;  em 1936, tentou o raid (vôo solo) Nova York - Terra do Fogo:  grave acidente na  Guatemala, longa convalescença, escreveu “Terre des hommes” (Terra dos homens), 1939.  Livre e herói ao comandar um avião!  Como jornalista, fez grandes reportagens de Moscou e da Espanha, em plena Guerra Civil, e sofreu cinco acidentes graves nestes vôos aventureiros.  Guerra eclodiu em setembro, mobilizado para a II GM - em 1942, ainda não refeito do quinto  acidente, afastou-se da guerra, foi para os States e em 1943 escreveu em Nova York a fábula “O pequeno príncipe”, libelo humanista (não exatamente infantil), que se tornou um clássico da literatura universal.  Retornou à Europa no ano seguinte.  Berlim não tardaria a cair.  Avião abatido por um caça alemão, desaparecido em julho de 1944, numa missão de reconhecimento.           - - - - - O PEQUENO PRÍNCIPE - fragmento: Ele encontra a raposa. Bom dia, disse a raposa. / Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada. / Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... / Quem és tu? - perguntou o principezinho.  Tu és bem bonita... / Sou uma raposa (...) / Vem brincar comigo, propôs o principezinho.  Estou tão triste.... / Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.  Não me cativaram ainda. / Ah! desculpa, disse o principezinho.  Após uma reflexão, acrescentou:  Que quer dizer cativar? / É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.  Significa criar laços... / Criar laços? / Exatamente, disse a raposa.  Tu és ainda para mim senão um garoto exatamente igual a cem mil outros garotos.  E eu não tenho necessidade de ti.  E tu não tens também necessidade de mim.  Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.  Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.  Serás para mim único no mundo.   E eu serei para ti única no mundo... / Começo a compreender, disse e principezinho.  Existe uma flor...  eu creio que ela me cativou... / É possível, disse a raposa.  Vê-se tanta coisa na terra... / Oh!  Não foi na terra, disse e principezinho. / A raposa pareceu intrigada:  Num outro planeta? / Sim. / Há caçadores nesse planeta? / Não. / Que bom!  E galinhas? / Também não. / Nada é perfeito, suspirou a raposa.  Mas a raposa voltou à sua idéia:  Minha vida é monótona.  Eu caço as galinhas e os homens me caçam.  Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também.  E por isso eu me aborreço um pouco.  Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.  Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.  Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.  O teu me chamará para fora da toca como se fosse música.   E depois, olha!  Vês, lá longe, os campos de trigo?  Eu não como pão.  O trigo para mim é inútil.  Os campos de trigo não me lembram coisa alguma.  E isso é triste!  Mas tu tens cabelos cor de ouro.  Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado.   O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti.   E eu amarei o barulho do vento no trigo... / A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:  Por favor, cativa-me, disse ela. / Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo.  Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. / A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.  Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.  Compram tudo prontinho nas lojas, mas não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.  Se tu queres um amigo, cativa-me. / Que é  preciso fazer?   perguntou o principezinho.  /´É preciso ser paciente, respondeu a raposa  Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, na relva.  Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada.  A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.   Mas cada dia, te sentarás mais perto... / No dia seguinte o principezinho voltou,  / Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa.  Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.  Quanto mais a hora for chegando, mais eu sentirei feliz.  Às quatro horas então estarei inquieta e agitada:  descobrirei o preço da felicidade!  Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos. / O que é um rito?  Perguntou o principezinho. / É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias;  uma hora das outras.  Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito.  Dançam na quinta- feira com as moças da aldeia.   A quinta-feira então é o dia maravilhoso!  Vou passear até a vinha.  Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias! / Assim, o principezinho cativou a raposa.  Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:  Ah, eu vou chorar. / A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal, mas tu quiseste que eu te cativasse... / Quis, disse a raposa. / Mas tu vais chorar, disse o principezinho. / vou, disse a raposa. / Então, não sais lucrando nada! / Eu lucro, disse a raposa, por casa da cor do trigo. (...) / adeus, disse ele... / Adeus, disse a raposa.  Eis o meu segredo.  É muito simples:  só se vê bem com o coração.  O essencial é invisível para os olhos. / O essencial é invisível para os olhos, repetiu o ´rincipezinho, a fim de se lembrar. / pois o tempo que perdese com tua rosa que fez tua rosa tão importante. / Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa...  repetiu o principezinho a fim de se lembrar. / Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa.  Mas tu não deves esquecer.  Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.  Tu és responsável pela rosa... / eu sou responsável pela minha rosa...  repetiu o principezinho a fim de se lembrar. FONTE: “Encontro marcado”, apostolado radiofônico de Dom Marcos Barbosa - Rio, Rádio Jornal do Brasil. F  I  M  
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Comentários dos leitores

Cativar é uma coisa muito séria, em especial quando há reciprocidade. Ponto forte do livro. Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-01-2018

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