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AVENIDA PRESIDENTE VARGAS no Rio de Janeiro



					    
1--O principal da avenida sempre em destaque. 2--Desejo de DOM JOÃO VI: rota (reta???) que iria pelo Caminho das Lanternas aberto pelo arquiteto francês GRANDJEAN DE MONTIGNY. Esta via de lampiões passava pelo Mangual de São Diogo (Canal do Mangue) e ia do Campo de Aclimação (Campo de Santana) até a Quinta da Boa Vista. ----- Campo de Santana, de 1873, maior área verde do centro da cidade, inaugurada em 7 de setembro de 1880 por Dom Pedro II - perdeu boa parte dos jardins com a construção da avenida. 3--Tempos depois, bota tempo nisso, 1938, avenida incentivando/facilitando o uso de carros. Ave, Getúlio! Veio a ser o grande marco do Estado Novo na capital federal. --- Circulação geralmente lenta, engarrafamento é atual rotina... - diz-se que mais de 120 mil carros passam diariamente nos dois sentidos. 4--Futuro grande palco de carnaval /arquibancadas, decoração e super desfiles/ e muitas manifestações politicas. No atual Campo de Santana, aclamação de D. PEDRO I, imperador do país --- depois, 1964, comício em que JANGO pretendia (coitado sonhador!) pressionar o Congresso para as "reformas de base", golpe militar depois planejado a cem metros dali --- grande comício do "Diretas já!" em 10 de abril de 1984, que reuniu um milhão de pessoas em frente à Candelária --- estudantes na decada de 90, impeachment presidencial --- em 2010, protestos contra a Copa do Mundo (GRACILIANO RAMOS e LIMA BARRETO não acreditavam no nosso futebol. E JOÃO DO RIO? ). 5--Duzentos e setenta mil contos de réis!!! Três anos de obra em tempo recorde a partir de 19/abril/1941 (homenagem ao aniversariante gaúcho, de 1882, Ariano bravo!), 4 quilômetros de extensão, 80 metros de largura, obra que durante a II GM soterrou um pedaço da história da cidade: 958 imóveis derrubados a partir da Praça Onze, maioria era de sobrados, comum residência do 'patrão' e familiares em cima, comércio no térreo (rua Visconde de Itaúna); sumiram as ruas Senador Eusébio, Visconde de Itaúna (sobrado número 117, casa da quituteira baiana Ciata que promovia festas religiosas e famosas rodas de artido-alto, atraindo vizinhança e moradoes distantes), General Câmara e São Pedro (antiga rua do Sabão / foi-se "embora" até o ateliê de Mestre Valentim), estas duas últimas com prédios maiores e empresas. --- Demolida também a primeira escola pública com prédio próprio do Brasil, aberta como Escola da Freguesia de Santanna, em 1872, financiada com recursos da Câmara municipal da Corte, depois renomeada Escola São Sebastião. --- Qutro igrejas demolidas: São Domingos de Gusmão (erguida por escravos em 1706, a capela foi durante anos um santuário para os negros, em 1791 substituída por uma igreja), Bom Jesus do Calvário (de 1719), Nossa Senhora da Conceição (de 1757) e São Pedro dos Clérigos (de 1733, planta elíptica como algumas de Minas Gerais, arquitetura romana, 'jóia' barroca, talhas de Mestre Valentim), que era tombada - assim, destombada e desprotegida, portas, janelas, partes da construção, mobiliário, altar e talhas foram distribuídos por muses, fundações e outras paróquias. 6--Parciais inaugurações de trechos da avenida, anúncio do nome da via em 1942, "festa" definitiva em 7 de setembro de 1944. IgreJa da Candelária no inicio da avenida - igreja como pequena capela no seculo XVII, iniciada construção da imponente igreja barroca e neoclássica em 1775, inaugurada em 1898. De frente para o mar. 7--Em 1852, o Barão de Mauá instalara a Companhia de Iluminação a Gás, criada na troca do óleo de baleia - nova luz nas ruas -, trecho mais antigo da futura avenida; caminho alagadiço e insalubre, ele saneou dois quilòmetros da região e construiu um canal entre a praça Onze (então Rocio Pequeno) e a Ponte dos Marinheiros, ladeado por 700 palmeiras, inaugurado oficialmente o Canal do Mangue em 1860. --- Na estória das palmeiras, certa espécie chegou em 1809 - o português LUIZ VIEIRA DA SILVA roubou sementes de um horto das Ilhas Maurício, nas Antilhas. 8--Ainda existe, restaurada, a Escola Rivadávia Correia, de 1877, uma das 8 escolas erguidas com dinheiro de uma campanha popular para a construção de um monumento a D. Pedro II, montado a cavalo, puxa-saquismo de um grupo de comerciantes em 1870 pelo fim da Guerra do Paraguai - suma autoridade recusou! Escola Benjamim Constant, um destes espaços democráticos, ou seja, alunos de todas as raças e ambientes sociais - um deles, HEITOR DOS PRAZERES; cantado ali, pela primeira vez em 1907 o Hino à Bandeira, de FRANCISCO BRAGA e OLAVO BILAC. 9--Em 1917, grande comunidade de estrangeiros chegando... em especial judeus, portugueses, italianos e ciganos - área de oficinas de reparo e de pequenas confecções. --- Na região da praça Onze, epicentro de relações amistosas, igrejas+terreiros+sinagogas, distintas religiões-nacionalidades- finanças-etnias, todo mundo junto e misturado sem preconceito e temor, uma casa de mãe de santo, TIA CIATA, falecida em 1924, sobrado frequentado por artistas, pedra fundamental para a história (estória é "outra" coisa) do samba. Ranchos - agremiações carnavalescas surgidas no século XIX - desfilavam na frente deste alegre primeiro andar. --- Ali, a comunidade negra chamada Pequena Áfric a - entre muitos frequentadores, PIXINGUINHA, DONGA e SINHÔ. (Nunca esquecer a Pedra do Sal, no bairro da Saúde, também importante berço do samba e do carnaval.) Acontece que em 1941 a praça começou a ser destruída para a construção da nova via. Parodiando LAVOISIER, "nada se perde e tudo se transforma". Em 1946, desfile das escolas de samba na Presidente Vargas; em 1974, na avenida Antônio Carlos; em 1976, retorno à Presidente Vargas......... Em 1984, pertinho, no Sambódromo na rua Marquês de Sapucaí (neste ano, campeã Mangueira!), 600m de comprimento, 30m de largura, erguida num tempo recorde de 120 dias, grandes estruturas pré- fabricadas. Ave, OSCAR NIEMEYER! 10--Ah, tem lá o Edifício Paulo de Frontin, de 1945, "Balança mas não cai", 22 andares, muita expectativa, temerosa angústia... apelido inspirado posteriormente no nome do programa humorístico da Rádio Nacional, década de 50. --- Monumento ao grande herói ZUMBI, líder negro da insurreição escrava, que partiu de DARCY RIBEIRO, vice-governador e secretário de cultura - estátua réplica da escultura de Oni, rei de Ifá, hoje no Museu Britânico, em Londres. No Rio, festividade no feriado étnico de 22 de novembro. --- Há o Hospital Escola São Francisco de Assis, da UFRJ - de 1879, D Pedro II abriu como Asilo da Mendicidade. Prédio neclássico, único na América Latina em arquitetura pan-óptica (permite visão de todos os lados). 11--Bom, lá no futuro, a certa distância fisica, Centro Administrativo São Sebastião, ou seja... prefeitura! Contraste de cimento e 'cortina' de vidro, projeto de 1982, de MARCOS KONDER NETTO, ocupando o antigo espaço da tradicional área de prostituição, daí o povo carioca /feliz e eterna irreverência/ imediatamente apelidar de Piranhão. (Consta que a voraz piranha é peixe afrodisíaco e de excelente sabor.) 12--Lado negativo (não jogar lixo sob o tapete), decadência: hospital, embora tombado, em péssimo estado de conservação (há quem garanta atendimento interno em boas condições) --- terrenos usados como estacionamento e depósito de carros: mosquitaria... --- em confuso camelódromo, camelôs desordenados e gritantes --- mendicância, boca-de-fumo e refúgio de bandidos e pivetes. 13-- Lado positivo, de glória: Sinais de grande revitalização da avenida, ver para crer: novas fachadas, arquiteturas contemporâneas, construções modernas e sustentáveis, prédios corporativos, diminuição do consumo de energia e de água, projetos de creche para filhos dos funcionários da prefeitura e de umcentro de convenções, empreendimentos novos, "tecnologia verde". ----------------------------------------------------------------- LEIAM meus trabalhos "Campo de Santana", "Pagava do próprio bolso" e "Eu não grito, tu não gritas, elas (e ele) gritam..." FONTE: "Uma quase sessentona dribla a decadência" - "Presidente Vargas - 70 anos" - Rio, jornal O GLOBO, 28/9/2003 e 7/9/2014. F I M
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Comentários dos leitores

A avenida é imensa, dai a omissão de detalhes, sejam antigos ou novos. Amo a estória do bicho - camaleão no vaso sanitário: eu ficaria paralisada de medo, sem grito. Parabéns!

Postado por lucia maria em 10-02-2018

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