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MARMITA CONTEMPORÂNEA-PARTE II



					    
1---Ainda sofro o trauma (assumo que é hoje ideia assumidamente ridícula!) de carregar marmita... Estória muitíssimo antiga - ele, engenheiro; ela, diretora de escola pública municipal que atingia as séries de 5 a 8, do antigo fundamental. Cariocas moradores no bairro da Tijuca. Festejo dos 25 anos (dois filhos rapazes, muita paz e muito amor antes da propalada filosofia hippie de 1968) de casamento... na Inglaterra. Logo nos primeiros dias, alguém indicou um restaurante famoso, frequentado por alguns nobres: eles eram fãs do princípe consorte PHILIP (esteve na Marinha durante a II GM). Bom, olharam ao redor, não o viram, desistiram. Aí, veio a refeição, incluindo a inevitável "torta de rim" (ou pudim: kidney pudding?), fora do horário habitual /será que o Big Ben rege a vida de todos os londrinos?/, mas cozinheiro atendeu o exótico (?!) pedido de 'brazucas' com Z (eles é que eram ali os extravagantes!) fora de casa......... Estranhas batatas avinagradas. Um arroz mole esquisito - sem alho, com bacon e muito molho de cebola. Sobremesa "summer pudding", brasileira anotou 'pão italiano, açúcar (o nosso velhíssimo pudim-de-sobras-de-pão???) e frutas vermelhas'. (Descoberta moderna: frutas com menos açúcar, o tom avermelhado indica alto teor de antioxidantes, neutralizam a ação dos radicais livres e combatem o envelhecimento precoce. diabetes, câncer e doenças cardíacas.) Mas aceitaram tudo muito bem, pagaram, tentaram sair - na porta, JOSÉ subitamente agarrado pelo braço, REGINA HELENA assustada. Sem medo. Antes de cruzarem a saída, como se o casal latino-americano (coitados!!!), sem tradição celta, é que tivesse esquecido alguma coisa, um garçom entregou um embrulho de conteúdo morno e papelzinho de instruções 'como-aquecer-no- forninho-elétrico-no-quarto-do-hotel'. Marido, excelente ex-aluno da Cultura Inglesa quando jovem, numa fração de segundo confundiu em inglês entre pedir desculpa ou agradecer ou pedir socorro ou chamar táxi, falou inesperadamente: "God save the queen Vitória." (Ressuscitada?) A mulher estremeceu. No hotel, decifrada MARMITA, embalagem descartável, das sobras da mesa. Aí, compreenderam ato de civilização milenar, talvez do tempo das antigas (não rudes como a História nos passa...) tabernas de origem romana - "pagou, é seu". 2---Berço de grandes escolas de samba. Também Jovem Guarda. Idem TOM JOBIM aprimorou ali a "Garota"......... de Ipanema, vejam só. A TIJUCA bucólica /o clima pouco mudou/ e charmosa aparece em muitas narrativas de MACHADO DE ASSIS, século XIX. O bairro teve origem nas fazendas de café, séculos XVIII e XIX; mais tarde, casas, pomposas residências de figuras ilustres, como o militar Duque de Caxias, na atual rua Hadock Lobo. Ponto nobre e familiar - bem central e simultaneamente área de floresta urbana. Em 1859, o primeiro bonde, ligando o Centro à Usina, bem mais tarde muitos ônibus, o metrô e acesso por túneis. A partir da República, atração para muitos portugueses... e casas da classe média da Zona Norte nas décadas de 30 e 40; nas décadas de 50 e 60, ditos Anos Dourados, efervescência cultural e econômica. Ruas mais movimentadas: prédios, praças, cinemas, polo cultural expansivo. Ali, na época, dois tradicionais estabelecimentos de ensino: o Instituto de Educação e o Colégio Militar - muita paquera e era notório o casamento da professora primária com o galã da farda verde. -------------------------------------------------------------------- LEIAM meu trabalho "Frutas". FONTE: "Das carroças e bondes ao metrô e ônibus, o acesso fácil é uma das características mais marcantes da Tijuca" - Rio, jornal O Globo. F I M
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Comentários dos leitores

Talvez deste ano em diante (mesma pessoa do conto BOLO DE SORVETE), ela passasse a achar marmita uma coisa bastante natural... Parabéns!

Postado por lucia maria em 10-02-2018

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